Todas as cartas de amor são Ridículas. Álvaro Campos O Tietê é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia, mas o Tietê não é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia porque não corre minha aldeia. Poucos sabem para onde vai e donde vem o ribeirão da minha aldeia,
que pertence a menos gente
mas nem por isso é mais livre ou menos sujo. O ribeirão da minha aldeia
foi sepultado num túmulo de pedra para não ferir os olhos nem molhar os inventários da implacável boa gente da minha aldeia, mas, para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
a memória é o que há para além do riberão da minha aldeia e é a fortuna daqueles que a sabem encontrar. Não penso em mais nada na miséria desse inverno gelado estou agora de novo em pé sobre o ribeirão da minha aldeia.
Basicamente, mas não exclusivamente literatura: prosa e poesia.
Comments
pela visita e pelo comentário.
Há anos, eu estive na Rua Ceará, em Divinópolis, na casa da Adélia Prado, que me deu dois dos livros dela - O Coração Disparado, e Soltem Os Cachorros. Eu já tinha o primeiro livro dela: BAGAGEM. Ela é ma pessoa extrovertida, um sorriso encantador, enfim, uma pessoa de fácil conversa. Uma casa confortável, mineiramente sadia, sossegada mesmo.
Sim. ela é uma grande poetisa (não escrevo no masculino, embora seja a tônica de tantos analfabetos e "críticos" e "mestres do idioma" assim dizerem: A POETA. Tolices.
Novamente, grato. A Casa é sua. A propósito, PALIAVANA - que é o título do meu Blog, é uma orquídea, típica da região da Serra do Cipó, MG (mas não apenas de lá). Uma lindura, estonteante.
Um abraço, boa segunda-feira.
DARLAN M CUNHA