"A melhor mãe do mundo", dirigido por Anna Muylaert, consegue ser melhor do que "Que horas ela volta?", mesmo sem aquele carisma gigante da Regina Casé como protagonista. O cuidado com a câmera e a fotografia linda sem ser decorativa/embelezante estão lá - São Paulo é reconhecível naquela beleza dura mas pulsante. E para melhorar tudo, o roteiro vem no ponto exato entre o laconismo de "Mãe Só Há Uma" e a afetividade transbordante de "Que horas ela volta?" O filme é a história de Gal, uma mulher vivendo a maternidade na precariedade luta como uma leoa - me fez pensar no filme "Leonera" do Pablo Trapero - para sair de vez debaixo de um relacionamento ruim, violento e frustrante. As forças da reação parecem que vão emparedar a protagonista - chegando a tirar as rodas do carro de reciclagem. A prima que acolhe acaba pregando o conformismo com as agruras da vida com um homem que bebe demais e é infiel. Seu Jorge está excelente no papel de ...
Basicamente, mas não exclusivamente literatura: prosa e poesia.