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Fotos minhas

 

Entre normas e possibilidades com Milton Santos

  Desenho Meu: "the only way to survive" " O mundo de hoje é o mundo de normas. A propaganda do neo-liberalismo fala de desregulação, mas nunca o mundo foi tão regulado, tão normado: normas públicas, normas das empresas que se impõem por sobre ou que orientam as normas do poder público; normas formais, normas informais, normas sempre. Tudo ou quase tudo é feito a partir de normas, o que já é indicativo da tendência ao empobrecimento simbólico que estamos vivendo: esta proliferação e esta hegemonia da norma." " Seja qual for o momento da história, o mundo se define como um conjunto de possibilidades. Isto é que é o mundo. O mundo do tempo de Colombo ou de Cabral era formado por um conjunto de possibilidades diferentes do mundo de Voltaire ou de nosso mundo. Isto é o mundo: um conjunto de possibilidades. Estas possibilidades que estão por aí boiando sobre nossas cabeças; que formam um universo e que são, um dia ou outro, colhidas por atares que as realizam, trans...

15 coisas que deviam ser ensinadas na escola [e eu, se já as aprendi, aprendi sozinho nas horas vagas]

  1.      Análise de cores 2.      Análise de composição visual 3.      Prática formal de debates 4.      Leitura cerrada coletiva de poesia 5.      Noções básicas de elementos da narrativa 6.      Noções básicas práticas de tradução 7.      História dos povos indígenas nas Américas 8.      História da América Latina 9.      Noções básicas de morfologia do português 10.   Noções básicas de culinária brasileira 11.   Prática diária de alongamento 12.   Noções básicas de psicologia 13.   Estudo e debates sobre relações de gênero e etnia 14.   Introdução a todas as religiões importantes no Brasil 15.   Introdução às maiores religiões do mundo

Recordar é viver: Os cães de guarda

Foto minha: Aero Coca 45, Belas Artes, UFMG “Manter-se na posição de autoridade requer respeito pela pessoa ou pela instituição. O maior inimigo da autoridade, portanto, é o desprezo, e forma mais certa de enfraquecê-lo é o riso". Sobre a Violência, Hannah Arendt Mas que tipo de riso podemos rir com coisas como o trecho abaixo, que nos mostram uma continuidade inquietante entre o passado distante [já faz mais de meio século!] e o presente radicalmente distópico? Meu riso pode até chegar, mas vem acompanhado de uma náusea insuportável: -->   “Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, ...

Sobre Frida Kahlo

--> Desenho meu: Autorretrato Con rapidez se logra un acuerdo: Frida es mucho más que la figura singularísima y la artista inesperada, que a falta de otro tema se retrataba obsesivamente a sí misma. Frida es un retrato de época y es la obra que trasciende los retratos de época. En el diluvio algo queda claro: el símbolo de Frida es de una actualidad deslumbrante porque su referencia no es estrictamente la pintura (aunque abunden las reproducciones), ni la fe en el socialismo, ni la condición femenina, ni el amor a un Monstruo Sagrado, sino todo eso a la vez. En el vértice de la fridomanía, Frida es el símbolo de sí misma, el semblante en donde uno cree ver a la aparición que cuestiona su propio origen milagroso, el encuentro de los pinceles y el amor a la vida en la sala de operaciones. Frida remite a Frida, y tal creación circular la vuelve irrepetible. Trecho de "Con F de Frida" de Carlos Monsivais

Poesia Portuguesa: Jorge de Senna

Arte Minha: S_mething. is m_ssing A Portugal Jorge de Sena Podereis roubar-me tudo: As ideias, as palavras, as imagens, E também as metáforas, os temas, os motivos, Os símbolos, e a primazia Nas dores sofridas de uma língua nova, No entendimento de outros, na coragem De combater, julgar, de penetrar Em recessos de amor para que sois castrados. E podereis depois não me citar, Suprimir-me, ignorar-me, aclamar até Outros ladrões mais felizes. Não importa nada: que o castigo Será terrível. Não só quando Vossos netos não souberem já quem sois Terão de me saber melhor ainda Do que fingis que não sabeis, Como tudo, tudo o que laboriosamente pilhais, Reverterá para o meu nome. E mesmo será meu, Tido por meu, contado como meu, Até mesmo aquele pouco e miserável Que, só por vós, sem roubo, haveríeis feito. Nada tereis, mas nada: nem os ossos, Que um vosso esqueleto há-de ser buscado, para passar por meu, E para outros ladr...