Skip to main content

Posts

Showing posts with the label Kafka

Kafka publica seu primeiro livro

Kafka publica seu primeiro livro, Contemplação , no fim de 1912, com uma pequena tiragem de 800 cópias. A editora paga por um anúncio de página inteira no periódico alemão da indústria do livro, explicando que o escritor, já conhecido nos círculos literários por ter publicado textos em revistas como a Hyperion [onde oito dos 18 textos de Contemplação já tinham aparecido], tinha "uma tendência compulsiva de revisar seus trabalhos", e por isso só publicava seu primeiro livro naquele ano. Menos de 450 exemplares de Contemplação são vendidos nos três primeiros anos e até 1924, ano da morte do autor, a primeira edição ainda não havia esgotado. Não se cogita portanto uma segunda edição da obra naquela época. Kafka segue escrevendo mesmo assim e, no mesmo fim de 1912, ele escreve "A Metamorfose".

Poema meu: Kafka e Drummond

Revisei esse poema de cabo a rabo até ficar feliz com ele. Esse poema volta com a minha humilde convicção de que ele pode acabar me causando o mesmo desgosto de novo. Kafka e Drummond Ciego a las culpas, el destino puede ser despiadado con las mínimas distracciones. (…) A la realidad le gustan las simetrías y los leves anacronismos. Jorge Luis Borges, “Sur” Imagine No meio do caminho tinha uma pedra traduzido por um judeu da Hungria – um maluco de Budapeste diziam aqui – em 1939, quatro dias antes da Polônia começar a cair. Preso numa ilha margem no meio do rio Danúbio, condenado a construir com as mãos nuas um prédio de pedra, sempre demolido depois do último encaixe, o louco de Budapeste aproveita a pausa entre o arremate e a demolição, foge e vem parar no Brasil. Aqui pede ao poeta, funcionário de ferro e pedra, apenas um rastro, não importa que o guiasse pelo labirinto, os jardins da gripe, os bondes do tédio, as lojas do pranto do Estado Nov...