A arte de não morrer [Capinam / Jards Macalé] No tempo de todas as dores. A arte de ainda ver Na escuridão das cores. Vivo dentro de um poema Preso na minha canção A arte de viver livre Nas grades do coração. Vivo dentro de um poema Preso na minha canção A arte de viver livre Nas grades do coração. A arte de não morrer No tempo de todas as dores. A arte de ainda ver Na escuridão das cores. A arte de viver livre Nas grades do coração. Vivo dentro de um poema Preso na minha canção A arte de ainda ver Na escuridão das cores. A arte de não morrer No tempo de todas as dores.
No século XIX Paul Lafarge, genro cubano de Karl Marx, dizia que o capitalismo agia no sentido de glorificar o trabalho em detrimento dos nossos instintos naturais. O lazer era um direito de todos negado a muitos por um sistema que dava aos trabalhadores o papel de máquina. A ideologia que movia essa forma de opressão se chama produtividade. No século XXI criou o capitalismo da atenção: a atenção das pessoas é capturada e transformada em mercadoria por corporações que mantém em segredo seus algoritmos. Para se transformar em mercadoria a atenção das pessoas precisa ser quantificada em segundos. E o mais incrível é que os novos operários do século XXI são chamados de produtores de conteúdo e trabalham para essas corporações sob um regime escravizante também administrado por algoritmos. Gerar atenção é incitar no público amor, ódio, indignação, desprezo, ternura, riso. Tanto faz. Ódio e amor são energia emocional que move a máquina que processa conteúdo em troca de ...