Parasitismo Século XXI - Nas Terras Ianomâmis Parasitismo Século XXI - Cobalto no Congo Manoel Bomfim Manoel Bomfim publicou América Latina: Males de Origem em 1903. O então jovem médico e psicólogo tinha tudo para que escrever mais um tratado positivista brasileiro - os positivistas não faziam muita distinção entre relações humanas e animais - condenando a América Latina ao atraso por sua composição étnica heterogênea e não-branca. Ao invés disso, Bomfim usa criativamente o vocabulário das ciências sociais positivistas da época para caminhar na direção oposta. Bomfim usa o termo parasitismo para caracterizar as relações sociais nas colônias européias na América. Assim América Latina: Males de Origem antecipa vários temas da crítica desenvolvimentista e dos teóricos da dependência sem compartilhar do horizonte teórico das duas, com uma ênfase bem menor na socio-economia. Na verdade, Bomfim pode parecer antecipar até a chamada crítica pós-colonial e sua cria, a ...
Contam que quando Fagundes Varela começou a escrever poesia ele estudava com um professor de filosofia, o desembargador aposentado João Cândido de Deus e Silva. O professor desembargador detestava poesia e passou-lhe duas pragas: que, escolhendo a poesia, "a pobreza seria a sua sorte" e que Fagundes Varela "nunca seria um bom poeta". O poeta adolescente decidiu se vingar. Então Fagundes Varela escreveu duas oitavas e apontou como autor Luiz de Camões; em seguida tomou duas oitavas do Lusíadas e declarou-se autor delas. Quando mostrou as quatro oitavas ao professsor ele não hesitou em elogiar fartamente as primeiras e espinafrar as outras. Fagundes Varela ignorou as pragas do seu professor e foi ser poeta e boêmio. Infelizmente valeu a primeira praga que o professor lhe passou: Fagundes Varela morreu na miséria. Isso porque o sonho de Duchamp - que pudéssemos um dia viver num mundo em que os vagabundos tivessem seu lugar ao sol - não era e nunca foi (até hoje) rea...