Vi ontem [passamos da meia-noite] muita gente no Brasil chamar, entre escárnio e pesar, a sociedade nos Estados Unidos de doente. Como essa doença é metafórica, tudo depende do que você quer chamar de doença. Se quisermos chamar um processo ideológico perverso de doença, tudo bem. Estamos todos doentes, então, no mundo inteiro. Sei que muita gente quer acreditar numa cultura doentia que aqui habita desde que os puritanos chegaram em Massachussets, como se a doença aqui fosse algo hereditário que se passasse intacto de geração a geração. Tudo bem, contando que você não queira acreditar numa doença atávica, um tipo de pecado original de Adão e Eva, herdado desde as priscas eras da Inglaterra Velha. Se você vai por aí, eu tomo outro rumo. O primeiro passo para entender uma doença é entender que os seus sintomas denunciam a sua presença, mas não podem ser confundidos com a doença propriamente. Então se o massacre espetaculoso com mais de quinhentas vítimas entre mortos e feridos em L...
Basicamente, mas não exclusivamente literatura: prosa e poesia.