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Poesia mexicana: "Yerbas del Tarahumara" de Alfonso Reyes

Foto minha: Tarahumara Grego no Metropolitan YERBAS DEL TARAHUMARA    Han bajado los indios tarahumaras, que es señal de mal año y de cosecha pobre en la montaña.    Desnudos y curtidos, duros en la lustrosa piel manchada, denegridos de viento y de sol, animan las calles de Chihuahua, lentos y recelosos, con todos los resortes del miedo contraídos, como panteras mansas.    Desnudos y curtidos, bravos habitadores de la nieve —como hablan de tú—, contestan siempre así la pregunta obligada: —"Y tú ¿no tienes frío en la cara?"    Mal año en la montaña, cuando el grave deshielo de las cumbres escurre hasta los pueblos la manada de animales humanos con el hato a la espalda. Los hicieron católicos los misioneros de la Nueva España —esos corderos de corazón de león. Y, sin pan y sin vino, ellos celebran la función cristiana con su cerveza-chicha y su pinole, que es un polvo de todos ...

Diário da Babilônia: Dia de Agradecer

Dois sobreviventes do holocausto, pelo menos quando eu tirei essa foto ano passado. Os perus selvagens, antes parte da fauna de Connecticut, tinham desaparecido até que 356 deles foram capturados em outros estados e trazidos para 18 parques do estado entre 1975 e 1992. Hoje eles estão por aí. Já vi vários no mato, às vezes perto da estrada. Esses aí em cima não são selvagens; estavam soltos numa fazendinha que visitei com a minha filha faz mais ou menos um ano. Hoje é dia de comer peru nos Estados Unidos, supostamente repetindo a refeição de agradecimento que os colonos ingleses teriam feito com índios da região onde vivo, que os teriam ajudado a sobreviver ensinando-os a cultivar e comer milho e abóbora e a caçar e cozinhar perus. Sempre imagino que eles no final da refeição presentearam seus amigos com cobertores cheios de... tifo. Enfim cada um com seu Cortés/Caramuru/John Smith e sua Malinche/Paraguaçu/Pocahontas. O fato é que 500 anos depois os índios não "foram...

Recordar é viver: o Brasil e os índios

Diário do Rio de Janeiro, 2 de agosto de 1860 Eram tempos de escassez de mão de obra com o fim do tráfico de escravos e a expansão do que chamaríamos hoje a "agro-indústria" cafeeira. Daí a irritação palpável no comentário final na nota à reportagem sobre esses 143 índios vivendo "no estado da natureza" tão perto da fazenda do "cidadão" João Carlos Pereira Leite. Quem os terá contado? Com que propósito? "Em outro paiz onde a administração fosse mais amante do trabalho, essa horda indispensavelmente teria sido aproveitada para a lavoura ou para qualquer outro mister social". Na falta dessa tal administração amante do trabalho, talvez ficasse a cargo do tal cidadão João Carlos Pereira Leite o "aproveitamento" dessas 143 almas no moinho de gente chamado Brasil. Deixei de propósito a nota seguinte sobre a chegada ao Rio de Janeiro de 69 escravos da Bahia, mas não há edição da minha parte. As duas notícias com a nota irritada no meio est...