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Música: Calle 13 de Porto Rico para a América Latina

Latinoamérica (feat. Totó la Momposina, Susana Baca, Maria Rita) Soy, soy lo que dejaron Soy toda la sobra de lo que se robaron Un pueblo escondido en la cima Mi piel es de cuero Por eso aguanta cualquier clima Soy una fabrica de humo Mano de obra campesina para tu consumo Frente de frío en el medio del verano El amor en los tiempos del cólera, mi hermano El sol que nace y el día que muere Con los mejores atardeceres Soy el desarrollo en carne viva Un discurso político sin saliva Las caras mas bonitas que he conocido Soy la fotografía de un desaparecido La sangre dentro de tus venas Soy un pedazo de tierra que vale la pena Una canasta con frijoles Soy Maradona contra Inglaterra anotándote dos goles Soy lo que sostiene mi bandera La espina dorsal del planeta es mi cordillera Soy lo que me enseño mi padre El que no quiere a su patria No quiere a su madre Soy América latina Un pueblo sin piernas pero que camina Tu no puedes comprar el viento, Tu no ...

Música feita nos Estados Unidos da América Latina: Miércoles

Duas observações para você ler enquanto escuta a canção abaixo: 1.      Uma vocalista Mexicana pop com uma discreta carreira como atriz coadjuvante em novelas, um guitarrista porto-riquenho virtuoso nascido nos Estados Unidos e um contra-baixista filho de mexicanos nascido nos Estados Unidos. Se existe uma coisa chamada América Latina, ela definitvamente não termina mais na fila da imigração nos Estados Unidos da América. 2.     Ximena Sariñana, Omar Rodríguez López e Aaron Cruz Bravo lançaram um único álbum [na minha opinião] muito bom: Ciencia de los inútiles , em 2010. Não tocou no Sabadão do Fostão nem na caçarola do Hulk, nem fez parte da trilha sonora da novela Mulheres de Plástico, nem nos seus equivalentes mexicanos, portoriquenhos ou estadounidenses.   Também não tocou nem na abertura nem dos créditos do Homem Abelha 5, de Melosos e Atrozes 4, de Hora do Espelho 3 ou no “grande” filme do Oscar de 2010 que ninguém mais sabe qual foi. N...

Tecendo um argumento em contraponto ou como não se fazem mais cientistas sociais como antigamente

Em 1940 Fernando Ortiz escreveu o Casa-Grande e Senzala de Cuba, o Contrapunteo Cubano . Muita gente hoje em dia torce o nariz para essas obras como produtos de um período diletante das ciências sociais na América Latina. Diletante ou não, o prazer de ler a prosa elegante de Ortiz é inegável. Olha só: "La caña de azúcar y el tabaco son todo contraste. Diríase que una rivalidad los anima y separa desde sus cunas. Una es planta gramínea y otro es planta solanácea. La una brota de retoño, el otro de simiente; aquélla de grandes trozos de tallo con nudos que se enraízan y éste de minúsculas semillas que germinan. La una tiene su riqueza en el tallo y no en sus hojas, las cuales se arrojan; el otro vale por su follaje, no por su tallo, que se desprecia. La caña de azúcar vive en el campo largos años, la mata de tabaco sólo breves meses. Aquélla busca la luz, éste la sombra; día y noche, sol y luna. Aquélla ama la lluvia caída del cielo; éste el ardor nacido d...

5X PLANTA

PLANTA 1 1848, Andrés Bello: “...  una planta exótica que no ha chupado todavía sus jugos a la tierra que la sostiene”. Foto minha: Vine&Fence PLANTA 2 1881, José Martí: “ injértese en nuestras repúblicas el mundo ; pero el tronco ha de ser el de nuestras repúblicas .” “… regó el Gran Zemí , por las naciones románticas del continente y por las islas dolorosas del mar, la semilla de la América nueva !” “Son plantas exóticas en su propio suelo : lo cual es una desgracia .” Foto minha: Primavera PLANTA 3 1936, Sérgio Buarque de Holanda: “ Trazendo de países distantes nossas formas de vida , nossas instituiç õ es e nossa vis ã o do mundo e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavor á vel e hostil , somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra.” Foto minha: Tronco Grampeado PLANTA 4 1969, Roberto Schwarz: “ Está -se vendo ...

Música: Curefix Riddim, um outro exemplo

Outro exemplo curioso de riddim: o “The Cure / Curefix” feito em cima da base instrumental de “Close to Me” do The Cure. O riddimguide  aponta mais de 10 canções feitas em cima do “The Cure / Curefix” riddim. Sizzla Kalonji, que mistura o rastafarismo e o dancehall [gênero em geral não muito dado a religiosidades], usa o Curefix riddim para a canção “Show The Interest”: Ce’cile faz uma dessas muitas misturas de elogio e repreensão à vida na marginalidade dos “rude boys” jamaicanos em "Rude Bwoy Thug Life": O grupo Seeed [na Alemanha o dancehall também é muito forte] faz uma dessas músicas de festa viva-a-vida-vamos-dançar chamada “Release”: A música popular, mesmo antes da indústria cultural, funcionava na base desse incessante retrabalhar de temas e motivos reconhecíveis, misturando repetição e inovação, alheio ao conceito de propriedade privada intelectual.  Não, eu não sou nenhum defensor românti...

Música: Riddim ou como a música jamaicana continua inovando

Riddim [Ritmo] é uma base instrumental que pode servir para dezenas de canções diferentes. O desafio de cada DJ jamaicano é compor sua letra e fazer os vocais sobre um desses riddims, que circulam livremente e continuam a ser criados. Um riddim faz sucesso e se transforma em “now ting” com vários DJs competindo com suas versões. As pessoas vão a festas e discotecas para dançar naquele riddim além de preferir certas versões.   Dou um exemplo.  “Tune In” é um riddim baseado em canção de mesmo nome de 1980 do Roberto Carlos do Reggae, Gregory Isaacs. A original fala do que falam todas as canções de Issacs [aquilo que nos permite perpetuar a espécie humana, pegar um monte de doenças e também dar um certo sentido à nossa curta estadia no planeta]: Tune in Meet me at the corner Down your avenue And I'll be patiently, yeah Waiting there for you I said you tune in till the morning Tune in yah mi sistren [plural de sister] Cause I like it like that I like it like that ...