Skip to main content

Biroscas de New Haven 3 - Nexcalli

Entre tantas sacanagens que os Estados Unidos fizeram com o México, uma das piores foi chamar de comida mexicana certas coisas inventadas aqui mesmo e ainda usar um nome que deveria ser sagrado para todo o verdadeiro birosqueiro [taco] no nome de uma cadeia que consegue fazer ainda mais porcaria com as porcarias que os americanos já aprontam com a comida mexicana.

O taco mexicano é uma obra de arte. Aqui em New Haven encontra-se um taco razoável - nessas plagas nordestinas [dos EUA] não é pouco numa birosca clássica: o trailer:


Mais especificamente no Nexcalli, trailer que fica do lado esquerdo de uma imensa estrada [a I-95] que liga Boston a Nova Iorque [entre muitos outros lugares] e isola o centro de New Haven da beira do mar. No Nexcalli come-se tacos honestos acompanhados de limões honestos num pratinho de papel honesto que você pode carregar até essa mesa de madeira e comer olhando a baía:

 
A lamentar apenas as confusões legais que nos impedem de saborear esses tacos com seu acompanhamento natural - uma cervejinha gelada. Na falta deles, em verdadeiro espírito birosqueiro, enfrentamos uma deliciosa garrafa de Jarritos, sabor mandarina:


Comments

sabina said…
Eu nunca entendi bem a comida mexicana. Aquele feijão com carne, excessivamente cozido, não me atrai.

Mas talvez seja a falta de uma boa referência.
Com certeza, Sabina. A comida mexicana no Brasil é totalmente americanizada! O taco é um exemplo magnífico da comida mexicana mais simples [um punhadinho de refogado de carne de porco, boi ou frango salpicado com coentro e cebola picados em cima de uma tortilla de milho fresca] mas eles têm coisas sofisticadíssimas como o ensopado feito com Mole, que compete com qualquer tempero indiano [tem mais de vinte ingredientes] ou o Huitlacoche [um cogumelo cultivado na espiga de milho]. Imagino que em SP deve haver um bom restaurante mexicano mesmo, em algum canto!

Popular posts from this blog

Poema meu: Saudades da Aldeia desde New Haven

Todas as cartas de amor são Ridículas. Álvaro Campos O Tietê é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia, mas o Tietê não é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia porque não corre minha aldeia. Poucos sabem para onde vai e donde vem o ribeirão da minha aldeia, 
 que pertence a menos gente 
 mas nem por isso é mais livre ou menos sujo. O ribeirão da minha aldeia 
 foi sepultado num túmulo de pedra para não ferir os olhos nem molhar os inventários da implacável boa gente da minha aldeia, mas, para aqueles que vêem em tudo o que lá não está, 
 a memória é o que há para além do riberão da minha aldeia e é a fortuna daqueles que a sabem encontrar. Não penso em mais nada na miséria desse inverno gelado estou agora de novo em pé sobre o ribeirão da minha aldeia.

Protestantes e evangélicos no Brasil

1.      O crescimento dos protestantes no Brasil é realmente impressionante, saindo de uma pequena minoria para quase um quarto da população em 30 anos: 1980: 6,6% 1991: 9% 2000: 15,4%, 26,2 milhões 2010: 22,2%, 42,3 milhões   Há mais evangélicos no Brasil do que nos Estados Unidos: são 22,37 milhões da população e mais ou menos a metade desses pertencem à mesma igreja.  Você sabe qual é? 2.      Costuma-se, por ignorância ou má vontade, a dar um destaque exagerado a Igreja Universal do Reino de Deus e ao seu líder, Edir Macedo. A IURD nunca representou mais que 15% dos evangélicos e menos de 10% dos protestantes como um todo. Além disso, a IURD diminuiu seu número de fiéis   nos últimos 10 anos de acordo com o censo do IBGE, ao contrário de outras denominações, que já eram bem maiores. 3.      Os jornalistas dos jornalões, acostumados com a rígida hierarquia inst...

Make it new

http://www.media.desicolours.com/2009/march/egg-shell-art-01.jpg Os leitores vão acabar? Talvez. Mas os escritores não. Rubem Fonseca Um novo ovo choco parido do labirinto de espelhos do poeta completa mente concreta mente só, posto no ninho frio dum livro nunca lido aconchegado completa mente concreta mente debaixo da sutil coberta de pó, espera, no fundo do armário jogado no sótão trancado da casa vazia no bairro abandonado, paciente mente concreta mente pelo seu primeiro leitor só.