1. Ainda as crônicas de um jovem Machado de Assis editadas com notas por Lúcia Granja e Jefferson Cano, livro que terminei de ler: Ainda no quesito das críticas políticas incisivas que contradizem a versão do personagem público absenteísta e mesmo indiferente aos acontecimentos. No dia 24 de março de 1862 Machado de Assis bate duro no governo que levantava notícias falsas de uma revolta liberal. Seria aquilo que hoje se chama, por modismo, de fake news , como se isso não fosse parte do dia-a-dia político brasileiro desde o império, ou factoide, se preferirem. Apontando a absoluta falta de fontes e ainda no uso de uma apreensão de rotina de pólvora numa fabriqueta de fósforos, Machado de Assis não mede palavras: Insisto na minha apreciação: o ministério estéril, tacanho, rameraneiro, como é, busca a confiança imperial na prevenção de revoltas imaginárias. E o jogo é bonito e fino. Passando, como há de passar, o dia 25 sem demonstração alguma, é ao terror...
Basicamente, mas não exclusivamente literatura: prosa e poesia.