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Borges e Perón atando as pontas

Excelente texto sobre as celeumas a respeito dos direitos de uso da obra de Borges, fugindo do clichê Yoko Ono destruiu os Beatles que andam aplicando à viúva do homem e aproximando borgianamente esses dois monstros argentinos, Perón e Borges:


Ilustração minha: uroboro
“Pongamos por ejemplo otro Pierre Menard: la invención de la Triple A, viz. historia nacional de la infamia. Juan Domingo Perón creó y firmó el decreto que proscribía al Ejército Revolucionario del Pueblo; imaginemos que este documento es luego copiado por un Pierre Menard que lo reproduce al dedillo y que, oh, es la Junta Militar. Mutatis mutandis, Borges es una especie de Perón que inspira y libera a la juventud para que estallen mil Vietnams del intertexto y a la vez firma el documento que proscribe y persigue a esos miles (o esos pocos guerrilleros literarios). Avala el terrorismo (literario, creativo: verbigracia “escribir es robar”), pero deja instrucciones específicas a su mujer donde proscribe su uso, porque sabe que las va a hacer cumplir con celo policial.
[…]
Que Borges mismo haya comprendido todas las implicaciones de su descubrimiento artístico en vida es algo que puede ponerse en duda; quizás, como Perón firmando el decreto que creaba la Triple A, Borges no protegió a sus hijos espirituales de su viuda.”


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