O corona matou José María Galante, um símbolo da resistência ao franquismo e da tentativa (fracassada) de levar aos tribunais os carrascos e torturadores daquele regime fascista que sufocou a Espanho até os anos 70. Galante nunca aceitou a anistia de 1977 na Espanha, semelhante em certos aspectos a que o governo militar baixou na mesma época no Brasil. Seu torturador, Antonio González Pacheco morreu em maio também, ironicamente também por causa do Corona, mas morreu ainda com suas condecorações e sua gorda pensão de aposentadoria. José María Galante perdeu outras batalhas: não queria a Espanha na OTAN nem bases americanas no seu país.
Todas as cartas de amor são Ridículas. Álvaro Campos O Tietê é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia, mas o Tietê não é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia porque não corre minha aldeia. Poucos sabem para onde vai e donde vem o ribeirão da minha aldeia,
que pertence a menos gente
mas nem por isso é mais livre ou menos sujo. O ribeirão da minha aldeia
foi sepultado num túmulo de pedra para não ferir os olhos nem molhar os inventários da implacável boa gente da minha aldeia, mas, para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
a memória é o que há para além do riberão da minha aldeia e é a fortuna daqueles que a sabem encontrar. Não penso em mais nada na miséria desse inverno gelado estou agora de novo em pé sobre o ribeirão da minha aldeia.

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