Contam que quando Fagundes Varela começou a escrever poesia ele estudava com um professor de filosofia, o desembargador aposentado João Cândido de Deus e Silva. O professor desembargador detestava poesia e passou-lhe duas pragas: que, escolhendo a poesia, "a pobreza seria a sua sorte" e que Fagundes Varela "nunca seria um bom poeta". O poeta adolescente decidiu se vingar. Então Fagundes Varela escreveu duas oitavas e apontou como autor Luiz de Camões; em seguida tomou duas oitavas do Lusíadas e declarou-se autor delas. Quando mostrou as quatro oitavas ao professsor ele não hesitou em elogiar fartamente as primeiras e espinafrar as outras. Fagundes Varela ignorou as pragas do seu professor e foi ser poeta e boêmio. Infelizmente valeu a primeira praga que o professor lhe passou: Fagundes Varela morreu na miséria. Isso porque o sonho de Duchamp - que pudéssemos um dia viver num mundo em que os vagabundos tivessem seu lugar ao sol - não era e nunca foi (até hoje) rea...
Basicamente, mas não exclusivamente literatura: prosa e poesia.