Monday, January 30, 2012

East Haven, Cracolândia, Pinheirinho, show da Rita Lee

Quatro policiais em East Haven [cidade vizinha a New Haven] foram presos pelo FBI semana passada. O motivo era a violência e intimidação gratuita desses policiais contra os latinos da cidade e as tentativas de calar os que protestaram contra essas atitudes. Disse o diretor responsável pela operação:


“The four police officers charged today allegedly formed a cancerous cadre that routinely deprived East Haven residents of their civil rights. The public should not need protection from those sworn to protect and serve. In simple terms, these defendants behaved like bullies with badges.”


Até quando os policiais brasileiros vão ser aplaudidos por fazerem exatamente isso? Vou traduzir o miolo da declaração: “o público não deve precisar de proteção contra aqueles que juraram protegê-lo e servi-lo.”

Eis o vídeo do momento no show da Rita Lee em que ela “desacata” os policiais:





Em vista das manifestações na internet de que “maconheiro tem que apanhar” reafirmo aqui uma coisa, para mim óbvia: a polícia não tem direito de bater em NINGUEM. Nem em maconheiro, nem em traficante, nem em estelionatário, nem em proxeneta, nem em prostituta, nem em assaltante de banco, nem em batedor de carteira, nem em fumante, nem em travesti. Estejam certos ou errados, gostem ou não do que eles fazem, a polícia não tem o direito de abusar da força com ninguém. NINGUEM.

O Brasil pode crescer 5000% e virar a maior economia da via láctea; enquanto as pessoas não entenderem que a polícia não foi feita para dar cascudos em “quem está errado” e enquanto nós não tratarmos o problema do abuso da autoridade e da violência policial com a seriedade que ele tem, não adianta nada.

Viciado ou traficante na Cracolândia, morador ou manifestante no Pinheirinho, maconheiro ou não no show de Rita Lee; NINGUEM pode sofrer abuso policial. Recebidos com flores, baforadas ou pedradas, a polícia não tem direito de bater, xingar, empurrar, intimidar, torturar NIGUEM. Ela já tem o direito de prender – desde que a partir de um motivo justo – e isso, convenhamos, já é muito. A ditadura militar precisa acabar de vez ou o período democrático brasileiro é uma piada sem graça.

Friday, January 27, 2012

Land of the free ou as idéias fora do lugar 2


6 milhões de pessoas na prisão, mais que Stalin nos seus piores dias.
Um em cada nove homens negros entre 20 e 34 anos preso.
46% dos adultos e 46% dos jovens entre 13 e 18 anos diagnosticados e medicados contra distúrbios psiquiátricos.

Wednesday, January 25, 2012

Recordar é viver: Thomas Jefferson e as idéias fora do lugar.




















Iluminista poliglota, advogado, autor da declaração de independência, governador do estado da Virginia, terceiro presidente Americano, latifundiário proprietário de centenas de escravos, entre eles Sandy, cuja fuga motivou o anúncio acima e Sally Hemings, com quem ele teve seis filhos.

Eis a frase mais famosa da declaração da independência: “We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness.” Todos os homens menos Sandy…

E ainda há quem creia que o problema e particularidade brasileiros são as idéias fora do lugar…

Monday, January 23, 2012

Bem vindos ao deserto do global...


Dois trechos de entrevista para O Globo dada por Luciana Villas-Boas, cuja saída da Record é um importante sinal da internacionalização do mercado editorial brasileiro:


"Já constatei também que há grande interesse no exterior pelo que vier a sair do Brasil, desde que passemos a oferecer uma ficção de qualidade, mas legível por vários níveis de público, e não apenas a literatura chamada transgressora, ou metalinguística, que seja só experimentação formal — sem história, sem personagens ricos e complexos, sem carne, sem sangue. Isso, que já fizemos, enterrou e cria ainda obstáculos para a entrada do livro brasileiro no mercado internacional."

“Os grandes grupos editoriais estrangeiros estão enlouquecidos com a perspectiva de entrar num mercado com o potencial de expansão como o nosso. Um dos raros países que estão crescendo, uma nova classe média se formando, a consciência da necessidade da leitura se alastrando, os dirigentes finalmente entendendo que não dá mais para postergar a questão da educação no Brasil, sob o risco de comprometer todo o projeto de desenvolvimento. A entrada desses grupos pode ser muito positiva para profissionalizar o setor, estimulando a concorrência entre os editores. Há um mercado lá fora que recebe notícias positivas sobre o Brasil e tem o sentimento de que não nos conhece. Se oferecermos uma ficção que dê uma visão da nossa história, da nossa psique, como faz por exemplo a obra do Edney Silvestre, vamos arrebentar no mercado externo.”

Junte a ênfase no enredo e em personagens literários com “carne e sangue” [o uso do termo já diz muito mas não vale nem a pena] e a ausência de transgressão ou encheção de metalingüística e temos o quê? Em outras palavras, se um Guimarães Rosa do século XXI escrevesse um Grande Sertão: Veredas do século XXI teria que bater à porta de uma editora procurando uma versão light do romance do século XIX.

Mas não é só isso.

Também precisamos de oferecer aos gringos sedentos “uma visão da nossa história, da nossa psique”. Em outras palavras, para melhor se vender, nada melhor do ser… nacionalistas, à moda Getúlio, suponho.

Acrescente-se a isso que Luciana Villas-Boas pretende pagar as contas mesmo vendendo traduções para o “suculento” mercado brasileiro. Nada de muito transgressor ou metalingüístico, imagino, e oferecendo à nova classe média um retrato da “história e da psique” de algum país estrangeiro? Bom, digamos que os autores do primeiro mundo têm outras funções, menos especializadas…





Friday, January 20, 2012

Ainda Lima Duarte, ainda Guimarães Rosa

E para completar o ciclo "descobrindo Lima Duarte", um pedaço da entrevista no Roda Viva, na qual ele fala, na minha opinião, com muita propriedade sobre a adaptação do Grande Sertão: Veredas para a televisão.

Jorge Escosteguy:
Agora, você não gostou, por exemplo, da versão que se fez na televisão do Grande sertão: veredas. [Em 1985, o livro foi adaptado em uma minissérie escrita por Walter Durst (1922-1997) e dirigida por Walter Avancini, protagonizada pelos atores Tony Ramos e Bruna Lombardi].


Lima Duarte: Ai, caramba! Estão me entregando...

Jorge Escosteguy: Que foi até, surpreendentemente, um sucesso.

Lima Duarte: Foi, sem dúvida. Eu não gostei, discuti isso com Walter Avancini, exaustivamente. Brigamos, até discutimos mesmo, porque eu tenho posições muito firmes a respeito do Grande sertão: veredas, é uma visão muito pessoal e muito própria. Também sei que cada um faz a sua leitura, como ocorre com grandes livros. Essa que está lá, na Sala São Luiz, é a minha leitura. São os trechos que eu acho mais importantes que eu ressalto e coloco, calçado por cançõezinhas que eu me lembro lá de Minas Gerais. Minha mãe era atriz de circo, ela fazia a peça e depois fazia um negócio chamado ato variado, onde ela cantava umas cançõezinhas...Na questão do Grande sertão: veredas que fizeram na televisão, de fato, não concordei com o espetáculo do Avancini. Se não for muito fastidioso, eu te explico aqui o porquê. Porque o Guimarães escreveu um livro que é, na minha opinião, sobretudo, uma história de amor, um livro sobre o amor. E, muito mais que uma história de amor, são dois jagunços, dois terríveis jagunços, muito eficientes, dois guerreiros com os dentes apontados, com unhas grandes, para ser todo o corpo uma coisa de guerra mesmo. Perdem-se as armas, eles dão dentadas. Então esse dois guerreiros machos...De repente, o Riobaldo, ou Tatarana ou Urutu-Branco começa: "Mas o que está acontecendo comigo que eu quero botar a minha mão onde ele botou a mão dele?". Eis o amor e denunciando em um olhar, em uma curva da estrada, em uma folha caindo, no sertão, na selvageria, na brutalidade, o amor que vem nascendo e se sobrepondo, até conquistar completamente os dois. Tanto que Riobaldo diz: "Era o amor mal disfarçado em amizade: é o amor!" E vende a alma ao demônio para se livrar desse amor. É uma metáfora muito bonita: vender a alma ao ódio para se livrar do amor. Pois muito bem. No fim, ele descobre que é mulher, mas só no fim, depois do amor ter vencido completamente. Então, o que eu não concordei - e disse ao Avancini - é que ele colocasse a Bruna Lombardi - nada contra a Bruna, é uma atriz que tem lá o seu espaço, faz lá o que ela quiser - mas é mulher entre as mulheres. A Bruna é mulher, a primeira cena em que ela aparecesse, todos os espectadores saberiam disso. É uma mulher vestida de jagunço. E aparece o outro jagunço, só estão esperando chegar ao fim da história para ele transar ela, mesmo porque o jagunço com aqueles olhos, todo o bando se apaixonaria também por ele. Isso invalida, na minha opinião, um elemento poderosíssimo do livro, que é a vitória do amor, onde ele não podia vencer.

Jorge Escosteguy: Você não acha que, apesar de todos esses problemas, o fato de a televisão veicular uma obra como o Grande sertão: veredas, que é tão difícil e vende pouco, é meio caminho andado para, não digo popularizar, mas dizer Guimarães Rosa?

Lima Duarte: É um caminho inteiro andado, é uma coisa maravilhosa. Nós estamos discutindo e falando isso em um nível bem...não é? É evidente que o Guimarães Rosa, aliás, o grande serviço que ele presta à maioria dos novelistas...todas as novelas de região têm o Guimarães Rosa. Eu acho que foi um trabalho maravilhoso, foi um espetáculo maravilhoso. Minha posição é conceitual, a interpretação do Avancini é que eu não concordo. Aliás, a adaptação, que é do Walter Durst, uma pessoa maravilhosa, um grande profissional, foi lindíssima. E ele também não gostou muito da escolha.

Wednesday, January 18, 2012

Super-recomendação: Meu Tio Iauaretê na voz de Lima Duarte

Descobri por acidente este tesouro. Tesouro, mesmo, porque eu não conheço nenhuma leitura de Guimarães Rosa tão boa como essa, ainda mais de um dos seus textos mais complicados. Lima Duarte está simplesmente sensacional.

Monday, January 16, 2012

Bartolomeu Campos Queiroz

Um escritor de livro infantis sensível e criativo, que me marcou a infância com um livro delicado e desprovido da mentalidade melodramática da Disney. Um escritor infantil que tinha coragem de se apresentar assim:


"...das saudades que não tenho

Nasci com 57 anos. Meu pai me legou seus 34, vividos com duvidosos amores, desejos escondidos. Minha mãe me destinou seus 23, marcados com traições e perdas. Assim, somados, o que herdei foi a capacidade de associar amor ao sofrimento...
Morava numa cidade pequena do interior de Minas, enfeitada de rezas, procissões, novenas e pecados. Cidade com sabor de laranja-serra-d’água, onde minha solidão já pressentida era tomada pelo vigário, professora, padrinho, beata, como exemplo de perfeição."

Friday, January 13, 2012

Travessuras do Doutor Frankenstein: Kevin Barnes

Doutor Frankenstein trouxe Jim Morrison de volta ao mundo dos vivos, deu-lhe uma infusão de kriptonita, um par de discos e um pouco de DNA alienígena/queer de David Bowie. Depois o diabólico doutorzinho ainda jogou no lixo aquele orgãozinho fanho de churrascaria do Ray Manzarek e o resultado foi esse:




E em versão acústica:


Aqui a letra

The past is a grotesque animal

Kevin Barnes / Of Montreal

The past is a grotesque animal

And in its eyes you see

How completely wrong you can be

How completely wrong you can be
The sun is out, it melts the snow that fell yesterday

Makes you wonder why it bothered
I fell in love with the first cute girl that I met

Who could appreciate George Bataille

Standing at a Swedish festival

Discussing, 'Story of the Eye'

Discussing, 'Story of the Eye'
It's so embarrassing to need someone like I do you

How can I explain I need you here and not here too

How can I explain I need you here and not here too
I'm flunking out, I'm flunking out I'm gone, I'm just gone

But at least I author my own disaster

At least I author my own disaster
Performance breakdown and I don't want to hear it

I'm just not available

Things could be different but they're not

Things could be different but they're not
The mousy girl screams, 'Violence, violence'

The mousy girl screams, 'Violence, violence'

She gets hysterical 'cause they're both so mean

And it's my favorite scene
But the cruelty's so predictable

Makes you sad on the stage

Though our love project has so much potential

But it's like we weren't made for this world

Though I wouldn't really want to meet someone who was
Do I have to scream in your face?

I've been dodging lamps and vegetables

Throw it all in my face, I don't care
Let's just have some fun, let's tear this shit apart

Let's tear the fucking house apart

Let's tear our fucking bodies apart

Let's just have some fun
Somehow you've red-rovered the gestapo circling my heart

And nothing can defeat you, no death, no ugly world

You've lived so brightly, you've altered everything

I find myself searching for old selves

While speeding forward through the plate glass of maturing cells
I've played the unraveler, the parhelion

But even Apocalypse is fleeting, there's no death, no ugly world

Sometimes I wonder if you're mythologizing me like I do you

Mythologizing me like I do you
We want our film to be beautiful, not realistic

Perceive me in the radiance of terror dreams

You can betray me, you can

You can betray me
Teach me something wonderful

Crown my head, crowd my head with your lilting effects

Project your fears on to me,

I need to view them

See there's nothing to them

I promise you there's nothing to them
I'm so touched by your goodness

You make me feel so criminal

How do you keep it together?

I'm all, all unraveled
But you know, no matter where we are

We're always touching by underground wires
I've explored you with the detachment of an analyst

But most nights we've raided the same kingdoms

And none of our secrets are physical

None of our secrets are physical

None of our secrets are physical now.

Wednesday, January 11, 2012

O censo brasileiro é intrigante.
Por exemplo, por que as etnias se dividem em branco/preto/pardo/amarelo/indígena?
Não dá para ser coerente e propor branco/preto/pardo/amarelo/vermelho?
Aliás, alguém por aí já conheceu alguém chamado de "amarelo" que não estivesse doente?
E dou um doce para quem adivinhar qual grupo étnico diminuiu de 2000 a 2010.
E um café para acompanhar o doce para quem souber qual o grupo que mais cresceu.

Monday, January 09, 2012

Aforismos desaforados 1 - Nelson Goodman

[ilustração: fotografia de minha autoria, banco na Union Church de Tarrytown, NY]

"Nothing is in the intellect which was not previously in the senses."

Friday, January 06, 2012

Imaginem as três instituições mais respeitadas do país [Oxford, Cambridge e Westminster] que formam, cada uma, dois grupos [“companies”] compostos de três estudiosos cada. Cada um desses grupos traduz independentemente um sexto da Bíblia e revisa os outros cinco sextos traduzidos pelos outros grupos. Um grupo final de editores, derivado dos seis grupos originais, faz as seleções finais e edita o livro. Entre Bíblias traduzidas em parte ou no todo em diversas línguas, esses grupos tomam como base três traduções anteriores, mais ou menos recentes, todas em grande parte derivadas das traduções feitas por um certo William Tyndale, que tinha sido executado em 1536 por heresia. O resultado desse trabalho foi a versão da bíblia em lingua inglesa conhecida como King James Bible [o nome do empreitero do projeto, digamos], uma obra que ainda ressoa na boca de qualquer falante de lingua inglesa. Mais sobre o livro que descreve o processo em minúcias aqui.


E hoje em dia é difícil convencer alguém, seja em instituições respeitadas ou empreiteros, que é melhor traduzir em duplas do que individualmente. Aliás, nos Estados Unidos está difícil de convencer o povo a traduzir qualquer coisa de qualquer jeito...


Wednesday, January 04, 2012

Emilia Viotti da Costa

Porque a pauta da imprensa se volta, na melhor das hipóteses, para barbaridades como livros sobre história que misturam o conselheiro Acácio com complexo de Mazombo? Se você não conhece Emília Viotti da Costa, não conhece o melhor do Brasil em termos de historiadores. Coloco aqui apenas um trecho de entrevista dela a Roda Viva onde ela coloca sucintamente alguns pingos nos is:


Paulo Markun: Mas, num país como o nosso, onde nós temos eleições supostamente livres, um governo eleito democraticamente, com maioria dos votos e ampla discussão na imprensa de todas as questões. Essa opção não é feita pelo eleitor que vota?

Emília Viotti: Eu tenho que contestar uma por uma das coisas que você falou. Eu tenho que contestar a noção de democracia, a noção de voto livre e consciente, e a noção de imprensa livre. Eu acho que esses são os grandes mitos do nosso tempo. Não só nosso no Brasil, mas em outros países. Fala-se em democracia. Como é que você pode falar em democracia, por exemplo, nos Estados Unidos, onde você tem uma grande parcela da população que não vota? Mas uma grande parcela da população que não comparece à eleição. O que aconteceria no Brasil se o povo não fosse obrigado a votar? O que é muito sério. Porque as pessoas não vão ter confiança na democracia e precisam votar pra saber quem escolhe. Segundo, as pessoas não são bem informadas. A imprensa não informa realmente as pessoas do que elas precisam saber. As pessoas precisam saber como os seus representantes agem. A imprensa não informa em detalhes. As pessoas precisam ser assessoradas, precisam saber em quem estão votando. Elas nunca sabem. Elas não acompanham o que as pessoas fazem no congresso, por exemplo, ou na Câmara dos Vereadores. Elas têm que ter esses dados para poder decidir. E, finalmente, era a democracia, as eleições e também o grau de informação das pessoas. A presença do dinheiro nas eleições, por exemplo. É essencial legislar-se no sentido de eliminar a influência do dinheiro nas eleições. Porque a influência do dinheiro altera o resultado das eleições. Então, enquanto não houver uma limitação da influência do dinheiro, através da imprensa ou através de outros canais, não se pode dizer que se tem uma sociedade democrática.

Monday, January 02, 2012

Biroscas de New Haven – The Place


Eles só abrem de abril até outubro [se não estiver chovendo]. Isso porque só atendem no quintal coalhado de mesas pintadas de vermelho sangue e bancos feitos com troncos cortados de carvalho. Em cada mesa um saleiro, um vidro de pimenta, um negócio de guardanapos de papel e uma garrafa verde ostentando um punhado de flores, tipicamente girassóis. O cardápio cabe inteiro numa placa vermelha pregada no meio do quintal: lagosta, mariscos, camarão, peixe, milho, todos bem frescos e assados na brasa na hora, Arroz? Salada? Vinho? Cerveja? Se quiser pode trazer de casa! O “The Place” tem o minimalismo birosqueiro até no nome. Cartão de crédito, meu chapa, nem pensar! Quem quiser que atravesse a rua e vá ao caixa eletrônico em frente ao supermercado.

Eis a “cozinha”:





























Eis as mesas:




















Eis o cardápio:



















E eis a comida: