Wednesday, October 28, 2009

Diário da Babilônia: Rakkasans


Trechos do discurso feito pelo Coronel Michael Dane Steele, comandante dos Rakkasans de 2004 a 2006, quando essa divisão de paraquedistas ficou famosa pela execução sumária de homens desarmados e por manter um quadro onde contavam o número de iraquianos que haviam matado:

“I am talking about the moment of truth, when you’re about to kill the other son of a bitch. I do not want you to choke.”

“The guy that is going to win is the one who gets violent the fastest.”

“Think of yourselves as apex predators: ‘if you mess with me, I will eat you.’”

[Os Rakkasans costumavam referir a si mesmo como “carnívoros” e aos militares envolvidos na reconstrução e nas relações com civis iraquianos como “herbívoros.”]

“Men, it is time to go hunting. You’re the hunter. You’re the predator. You’re looking for the prey. Rakkasans!”

Finalmente, o lema do 101st Airborne Division do exército Americano chamados “Rakkasans”:
“We give the enemy the maximun opportunity to give his life for his country”

E ainda há os que acreditam em fatalidades...

Monday, October 26, 2009

Literatura Coletiva, Literatura de Massa: Alloy Entertainment


Alloy Entertainment é um grupo editorial que se especializa no público adolescente e pré-adolescente. Eles não publicam livros; criam coletivamente ideias para livros, programas de TV e filmes. Depois que uma ideia inicial se desenvolve e é aprovada pelos dois sócios da Alloy, um resumo do conceito aparece e é enviado a um escritor free-lancer que escreve um primeiro capítulo/amostra. Se o pessoal da Alloy gosta do tal capítulo/amostra, o escritor monta um enredo completo junto com três editores da empresa, em sessões diárias de brainstorming coletivo. Com o enredo pronto, o escritor escreve sozinho os primeiros 10 capítulos do livro que, depois de aprovados pela Alloy, são enviados como proposta a uma editora. A Alloy produz assim uns trinta livros por ano e alguns são grandes sucessos com o público adolescente feminino, como Gossip Girl [12 livros], que virou seriado de TV [3 temporadas]. O segredo do sucesso, de acordo com uma editora de livros infantis e juvenis: “Editors and publishers get humg up about what’s good for kids. At Alloy, they always think first about what kids want to read.”

Saturday, October 24, 2009

Crise?

Uma citação sobre o conceito de crise na historiografia do historiador Francisco Iglésias que eu acho muito interessante:
"A regra é a mudança, que pode ser mais ou menos acelerada, pois não há igualdade no fluxo temporal. Todas as fases são críticas, há uma crise permanente, de modo que a afirmativa comum de que determinada época é de crise é a-histórica, pois todas o são: apenas em algumas o ritmo se acelera, há o salto - são as revoluções. A nota constante, porém, é a mudança."

Thursday, October 22, 2009

Diário da Babilônia: "Brazil"


A professora de artes dramáticas da escola do meu filho organizou com os alunos de 5a e 6a séries uma apresentação sobre o "Brazil" no dia internacional da escola. Obviamente o foco foi o "Carnival" e o "Samba". Descobri coisas interessantes sobre meu país: por exemplo sobre as origens "espanholas" da nossa festa mais importante e, principalmente, que o nosso "Samba" é , pelo que vi no palco, uma versão bem simplificada da Macarena! And Let's Dance!

Tuesday, October 20, 2009

Levi Stubbs


Levi Stubbs era o cantor principal do Four Tops, um dos grupos vocais mais conhecidos da era clássica da gravadora Motown. Aqui você pode ver e ouvir Levi Stubbs com Aretha Franklin ao piano no iutúbio.
O que é que Billy Bragg, um cantor super politizado que mistura folk com atitude punk, tem a ver com a Motown? A Motown é um produto do mundo negro industrializado, de um tempo em que a música negra americana conquistou o mundo além dos muros do gueto. Cantores de jazz como Levi conquistaram o mundo de língua inglesa basicamente com canções de amor. Mas não são canções de amor simplesmente, são uma canção de amor como Reach Out (I'll Be There).

Monday, October 19, 2009

Era uma vez Billy Bragg


Há séculos e séculos atrás, quando eu sonhava acordado [e sozinho] com música e fingia estudar arquitetura, Billy Bragg era um dos meus modelos. Mas não fui eu mas sim um companheiro de viagem que quis que a gente tocasse "Levi Stubb's Tears" de Billy Bragg. E assim foi.
Aqui a letra:
Levi Stubb's Tears
With the money from her accident
She bought herself a mobile home
So at least she could get some enjoyment
Out of being alone
No one could say that she was left up on the shelf
Its you and me against the world kid she mumbled to herself

Chorus:
When the world falls apart some things stay in place
Levi stubbs tears run down his face

She ran away from home with her mothers best coat
She was married before she was even entitled to vote
And her husband was one of those blokes
The sort that only laughs at his own jokes
The sort that war takes away
And when there wasnt a war he left her anyway

Norman whitfield and barratt strong
Are here to make everything right thats wrong
Holland and holland and lamont dozier too
Are here to make it all okay with you

One dark night he came home from the sea
And put a hole in her body where no hole should be
It hurt her more to see him walking out the door
And though they stitched her back together they left her heart in pieces on the
Floor

When the world falls apart some things stay in place
She takes off the four tops tape and puts it back in its case
When the world falls apart some things stay in place
Levi stubbs tears...

E aqui o original no IUTúBi:
Billy Bragg no iutubi

Sunday, October 18, 2009

Poetas Méxicanos - Efraín Huerta


EL TAJÍN
a David Huerta
a Pepe Gelada

...el nombre de El Tajín le fue dado por
los indígenas totonacas de la región por la
frecuencia con que caían rayos sobre la pirámide...


1
Andar así es andar a ciegas,
andar inmóvil en el aire inmóvil,
andar pasos de arena, ardiente césped.
Dar pasos sobre agua, sobre nada
—el agua que no existe, la nada de una astilla—,
dar pasos sobre muertes,
sobre un suelo de cráneos calcinados.

Andar así no es andar sino quedarse
sordo, ser ala fatigada o fruto sin aroma;
porque el andar es lento y apagado,
porque nada está vivo
en esta soledad de tibios ataúdes.
Muertos estamos, muertos
en el instante, en la hora canicular,
cuando el ave es vencida
y una dulce serpiente se desploma.

Ni un aura fugitiva habita este recinto
despiadado. Nadie aquí, nadie en ninguna sombra.
Nada en la seca estela, nada en lo alto.
Todo se ha detenido, ciegamente,
como un fiero puñal de sacrificio.
Parece un mar de sangre
petrificada
a la mitad de su ascensión.
Sangre de mil heridas, sangre turbia,
sangre y cenizas en el aire inmóvil.

Friday, October 16, 2009

Recordar é viver


Estou lendo um livro meio despretensioso e maravilhoso como documento dos anos 70 no Brasil. Patrulhas Ideológicas é composto de uma série de entrevistas com artistas e intelectuais em 1978 sobre o assunto das patrulhas. Coloco aqui um trecho da resposta de Antônio Calmon para uma pergunta bem típica da época sobre "a crise em termos de pensamento de esquerda no Brasil e no mundo". Ele diz que prefere contar uma história e manda bala. Abaixo só um trechinho, já no meio da resposta:

"Quando cheguei em Copacabana minha namorada abriu a porta da casa e anunciou que o Jango tinha se mandado. Choros, palavrões, etc... até que o pai dela veio buscá-la para levá-la para casa, em Santa Teresa. Pegamos a Nossa Senhora de Copacabana e como se não bastasse o bode que estávamos, ainda ficamos dentro da passeata de automóveis que ia queimar a UNE. A classe média comemorava com bandeiras, papel picado e outras frescuras, essa mesma classe média que hoje está aí, na merda! Bem feito! Deixamos eles queimando a UNE e seguimos para a Cinelândia, onde estava havendo uma concentração popular. A gente ia chorando dentro do carro. Aí na Cinelândia o pai da minha garota disse que ela tinha que voltar para casa e eu fiquei por ali com uns amigos. Tinha muita gente e já soldados do exército armados. Gritos, provocações, movimentos de massa e o resultado foi um puta tiroteio. Vi um cara perder a orelha do meu lado. Saímos todos correndo e entramos pela rua da Lapa, seguidos de perto por soldados atirando. Das janelas dos velhos casarões as putas viam tudo e morriam de rir. Acho que foi a partir desse momento que comecei a me perguntar o que o povo tinha a ver com aquilo tudo. [...] Aí resolvemos subir para Santa Teresa, para a casa da minha menina. Aqui acaba o filme de Einsenstein e começa o filme de Bertolucci. Acontece que eram bodas de prata dos pais dela e estava havendo jantar com champagne e strogonoff, que na época ainda era uma coisa chic. Pois ficando lá de cima vendo a UNE pegar fogo e bebendo champagne. Eu estava meio sem apetite."

Tuesday, October 13, 2009

Diário da Babilônia - Há também os que vivem para não consumir

Nos Estados Unidos, considerado o centro mundial do consumismo mais extremado, há um curioso movimento radical chamado Freeganism [a palavra mistura de Veganism com Free]. É um movimento de anti-consumismo radical que define uma forma de vida: os freegans variam muito de uma comunidade para outra mas, em geral, eles costuram suas próprias roupas de roupas [usadas e descartadas pelos outros], aprendem a comer coisas como cogumelos e frutas silvestres que encontram pelos parques e florestas daqui, se locomovem apenas a pé ou de bicicleta [reciclada a partir de bicicletas abandonadas] ou, em ultimo caso, de transporte público. Trabalham sempre o mínimo possível. Alguns organizam “free, really free markets” onde as pessoas fazem trocas e dão presentes umas às outras, outros ocupam edifícios abandonados e fazem hortas comunitárias em terrenos baldios. Outros ainda complementam sua dieta com o que encontram em lixeiras, geralmente de restaurantes.
Sinceramente admiro as pessoas que têm a coragem de fazer escolhas num mundo de teleguiados como é o nosso. Além do mais, os Freegans não fazem mal a ninguém.
Mas não deixa de ser triste a primeira idéia que me veio a cabeça: caramba, no Brasil (e em outros países ricos ou pobres cheios de gente miserável) há um exército de Freegans compulsórios, obrigados a viver dos restos e a consumir o mínimo possível.
Me lembro de uma passagem no excelente livro que li recentemente que comentava sobre as mudanças do capitalismo contemporâneo nos EU, onde os magros com o corpo disciplinado por uma rotina metódica de exercícios eram os ricos e os pobres eram gordos como as caricaturas dos burgueses na virada do século 19 para o 20.

Saturday, October 10, 2009

José Juan Tablada







Tablada [1871-1945] é um outro poeta mexicano genial. Um daqueles poetas de duas vidas, um pouco como Manuel Bandeira. A primeira vida, como poeta do modernismo hispanoamericano, que é mais ou menos como o nosso parnasianismo/simbolismo; e a segunda vida como um iconoclasta amante das letras japonesas e introdutor do haiku na America Latina.











Poemas de Un día…



La mañana
Pajarera
Distintos cantos a la vez;
La pajarera musical

Es una torre de Babel.

Los zopilotes
Llovió toda la noche
y no acaban de peinar sus plumas
al sol, los zopilotes.

Las abejas
Sin cesar gotea
Miel el colmenar;
Cada gota es una abeja…


El saúz
Tierno saúz
casi oro, casi ámbar,
casi luz...


La tarde
La palma
En la siesta cálida
ya ni sus abanicos
mueve la palma…

Hojas secas
El jardín está lleno de hojas secas;
nunca vi tantas hojas en sus árboles
verdes, en primavera.


El crepúsculo
La buganvilia
La noche anticipa
y de pronto arde en el crepúsculo
la pirotecnia de la buganvilla.

Mariposa nocturna
Devuelve a la desnuda rama,
nocturna mariposa,
las hojas secas de tus alas.


La noche

La araña
Recorriendo su tela
esta luna clarísima
tiene la araña en vela.

Friday, October 09, 2009

Gripe Suina

378,000 pessoas infectadas no mundo inteiro > o.ooooo5% da populaçao mundial
4.525 mortos > 1.19% dos infectados
=ai, que medo!

Extra! Extra!

Final da minha fala daqui ha pouco no simposio sobre literatura latino americana contemporanea "mas alla de la nacion":

As ethnographers, as poets, as tourists in search for “love stories,” a bestseller turned into a movie, or simply a good grant: what is the best stance for new Latin American writers as their fictional imagination moves them beyond their national borders? In other words, for what reasons and with what purposes are Latin American writers going to travel in the 21st century? The answers to these questions – I am sure that there will be many – will shape the work of several contemporary Latin American writers.

Thursday, October 08, 2009

Poesia Mexicana - Alfonso Reyes

Os tarahumaras [rarámuri é o nome que eles dão a si mesmos] vivem nas montanhas do norte do México, de onde veio o poeta Alfonso Reyes. São famosos por correr distâncias impressionantes nas montanhas [tipo 160 km em uma só corrida] e por terem sido objeto de veneração do surrealista Artaud que escreveu um livro sobre suas experiências com o alucinógeno Peyotl. O melhor texto sobre os tarahumaras que eu conheço até hoje é esse poema.







YERBAS DEL TARAHUMARA
Han bajado los indios tarahumaras,
que es señal de mal año
y de cosecha pobre en la montaña.

Desnudos y curtidos,
duros en la lustrosa piel manchada,
denegridos de viento y de sol, animan
las calles de Chihuahua,
lentos y recelosos,
con todos los resortes del miedo contraídos,
como panteras mansas.

Desnudos y curtidos,
bravos habitadores de la nieve
—como hablan de tú—,
contestan siempre así la pregunta obligada:
—"Y tú ¿no tienes frío en la cara?"

Mal año en la montaña,
cuando el grave deshielo de las cumbres
escurre hasta los pueblos la manada
de animales humanos con el hato a la espalda.

Los hicieron católicos
los misioneros de la Nueva España
—esos corderos de corazón de león.
Y, sin pan y sin vino,
ellos celebran la función cristiana
con su cerveza-chicha y su pinole,
que es un polvo de todos los sabores.

Beben tesgüiño de maíz y peyote,
yerba de los portentos,
sinfonía lograda
que convierte los ruidos en colores;
y larga borrachera metafísica
los compensa de andar sobre la tierra,
que es, al fin y a la postre,
la dolencia común de las razas de los hombres.
Campeones de la Maratón del mundo,
nutridos en la carne ácida del venado,
llegarán los primeros con el triunfo
el día que saltemos la muralla
de los cinco sentidos.

A veces, traen oro de sus ocultas minas,
y todo el día rompen los terrones,
sentados en la calle,

entre la envidia culta de los blancos.
Hoy solo traen yerbas en el hato,


las yerbas de salud que cambian por centavos:
yerbaniz, limoncillo, simonillo,
que alivian las difíciles entrañas,
junto con la orejela de ratón
para el mal que la gente llama "bilis";
y la yerba del venado, del chuchupaste
y la yerba del indio, que restauran la sangre;
el pasto de ocotillo de los golpes contusos,
contrayerba para las fiebres pantanosas,
la yerba de la víbora que cura los resfríos;
collares de semillas de ojos de venado,
tan eficaces para el sortilegio;
y la sangre de grado, que aprieta las encías
y agarra en la nariz los dientes flojos.

(Nuestro Francisco Hernández
—El Plinio Mexicano de los Mil y Quinientos—
logró hasta mil doscientas plantas mágicas
de la farmacopea de los indios.
Sin ser un gran botánico,
don Felipe Segundo
supo gastar setenta mil ducados,
¡para que luego aquel herbario único
se perdiera en la incuria y el polvo!
Porque el padre Moxó nos asegura
que no fue culpa del incendio
que en el siglo décimo séptimo
aconteció en El Escorial.)

Con la paciencia muda de la hormiga,
los indios van juntando sobre el suelo
la yerbecita en haces
—perfectos en su ciencia natural.

Wednesday, October 07, 2009

Mash-up 4 – Robert Browning


Ele fez essa carne de gente,
essa bolha inflada, essa massa
socada que engarrafa e gruda
no chão dessa terra essa alma
humana, esse bafo da boca
dEle, vaporosa vertigem de cinza e nada.

Mas Ele faz aparecer nessa
mesma massa esses picos e rachos
por onde esse vapor engenhoso,
esse fogo esbelto, essa música
delgada, essa coluna de silêncio
puro, esse rio assombroso
que se levanta do leito e flui
pelos ares, que escapa assim de volta,
sempre um pouco antes da hora.

Isso e tudo mais nesse inferno
que é o artesanato Seu aqui
na terra me aparece assim:
torcido e torneado com tinta
que escorre da Sua boca e condensa
no papel jornal dum livrinho vagaba
jogado num canto
cheio de entulho sobre-humano.

Ele nos quer assim:
formigueiros
crescendo dentro
de uma caixa de ferro,
sem caber dentro.

Tuesday, October 06, 2009

Narrador Monstruoso

Uma só cabeça e vários tentátulos, várias pernas tentáculos que se assentam em terras diversas e variados e variados mares, deles sugando o que podem oferecer e ofertando o produto à cabeça de um olho ciclópico, montada em um dorso gigantesco de onde saem braços, de onde saem mãos que selecionam caminhos pelas teclas do computador. A cabeça vive dilacerada pelos tentáculos que se distanciam em busca de novos apoios. Cada novo apoio, se não for uma caravela, é uma terra, se não for uma terra, é uma caravela. Se não for caravela ou terra, é uma tela de computador a ser preenchida.

Silviano Santiago, Viagem ao México

Monday, October 05, 2009

O Diabo

é escravo do trabalho que despreza.

Esclarecimento breve

Só para explicar: republicanos e democratas são em geral muito diferentes e a maioria dos republicanos e uma boa parte dos democratas correspondem às generalizações que se fazem deles na imprensa. Mas qualquer partido político grande abriga debaixo de um mesmo guarda-chuva muita gente diferente em qualquer lugar, inclusive nos Estados Unidos. A tendência das bases republicanas de rejeitar candidatos moderados e favorecer candidatos super-conservadores [frequentemente fanáticos, seja por oportunismo ou por crença mesmo] é uma das razões dos recentes fracassos do partido, que tinha maioria nas duas casas do congresso e agora é "minoria folgada" nas duas. Para não falar no caso de sujeitos construirem carreiras políticas como super-conservadores em termos de comportamento e serem presos caçando aventuras gays num banheiro público ou arrumando emprego para o marido da amante...

Saturday, October 03, 2009

Diário da Babilônia - As coisas são mesmo complicadas...



Jefferson Finis Davis (1808 – 1889) era senador pelo Mississippi quando a Guerra Civil eclodiu – os estados do sul dos Estados Unidos quiseram separar-se do resto do país para manter sua “soberania” – o sistema escravista. Jefferson Davis renunciou no senado e foi o único presidente dos “Confederate States of America” entre 1861 to 1865. Do outro lado na Guerra Civil estava o presidente Abraham Lincoln. Bem, Lincoln era do Partido Republicano e Jefferson Davis do Partido Democrata…
Uma simplificação pode mesmo ser pior que uma inexatidão - a política não é cheia de contradições e heterodoxias só no quintal da gente.


Thursday, October 01, 2009

Diário da Babilônia – uma simplificação pode ser pior do que uma inexatidão

Sheila Bair, ou como as coisas são mais complicadas do que parecem ser nos Estados Unidos

Sheila Bair é atualmente a pedra no sapato das grandes corporações americanas e chegou a ganhar um “Profile in Courage Award” da Biblioteca Kennedy por ter chamado na responsa os grandes banqueiros de Wall Street em 2007 ANTES da coisa toda explodir.
Na verdade, bem antes disso, Sheila Bair foi o único voto, vencido mas valente, na comissão que decidiu liberar a ENRON da regulação anti-fraude. Em 2001 a ENRON, queridinha da revista Forbes [ganhou por seis anos consecutivos o prêmio de “America’s Most Innovative Company], quebrou levando 22.000 empregos e milhões de dólares dos investidores [mas não dos diretores da empresa que venderam todas as suas ações antes].
E Sheila Bair, atualmente trabalhando no FDIC [Federal Deposit Insurance Corporation], é uma voz combativa na luta para enquadrar os grandes bancos americanos, que apesar dos bilhões do contribuinte que os salvaram da bancarrota, não querem agora saber de “interferência” do governo nos seus negócios.
Bom, Sheila Bair, meus amigos, é membro de carteirinha do Partido Republicano do estado do Kansas…