Saturday, June 27, 2009

Casualidade ou fatalidade?

fonte: blogue Sobre Fotografias

Um fragmento de "Arabescos" de Joaquín Bartrina

Sale un hombre a la calle y, no os asombre,
una piedra sobre él cae y le arredra: 10
¿cae la piedra cuando pasa el hombre?,
¿o pasa el hombre cuando cae la piedra?
Resolvedme problema tan profundo,
y creeré, os lo aseguro muy sincero,
en la casualidad, si es lo primero, 15
en la fatalidad, si es lo segundo.

Wednesday, June 24, 2009

Diário da Babilônia - Terrorismo Made in USA

Em abril deste ano o departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos divulga relatório advertindo que as condições atuais lembram muito aquelas do começo dos anos 90, quando um aumento nas atividades de grupos de extrema-direita culminou no atentado à bomba de Oklahoma City que matou 168 pessoas e feriu mais de 600. O relatório causou protestos indignados da direita americana, acostumada a acusar os outros mas não de ser acusada de terrorismo. Em maio Dr. George Tiller foi assassinado por um militante anti-aborto em Wichita e agora em junho um guarda do Holocaust Memorial Museum [que fica a dois quarteirões da Casa Branca] foi morto por um militante de 88 anos de idade.
Corram para as colinas!

Monday, June 22, 2009

Nunca tinha pensado nisso



Victor Fleming dirigiu em um mesmo ano [1939] "O mágico de Oz" e "E o vento levou". Lendo sobre esse hoje esquecido "Spielberg" dos anos de ouro de Hollywood, me deparei como uma qualidade importante para diretores de cinema na qual eu nunca tinha pensado:

"Fleming had learned something essential (...) how to position a performer within the frame and time his performance in such a way that the camera brought out his temperament and his strength. This would seem an essential skill for any filmmaker, yet a surprising number of directors, obsessed with visual expressiveness, are inattentive to it. Fleming didn’t give detailed instructions to his actors; rather, he talked about the character, and located and enlarged a set of defining traits—a strain of feeling or humor—in whomever he was working with. Then the actors, working intimately for the camera, performed what in effect were idealized versions of themselves, creating a persona that connected with a widespread public fantasy. Fleming, along with such directors as Ford and William Wyler, had the star-making skill that Hollywood has now lost."

Blogues Chatos

"Gente, hoje a noite vou estar inaugurando a exposicao de figurinhas do meu filho na casa do amigo dele, Geraldinho, e amanha quem puder apareça la no bar do juju para a festa de lançamento do meu novo projeto - surpresa o nome ainda. Ah, Fabiolo: aquele lance continua de pe, ok?"

Sunday, June 21, 2009

Daniel Sada sobre escrever

Entonces, ¿por qué escribe?

¡Escribo porque es un reto! Yo escribo por entusiasmo. Mi acceso a la literatura es con un goce y un placer absoluto. No escribo por desesperación ni por angustia ni porque me sienta en la incertidumbre de no entender el mundo. Yo creo que el acto creativo tiene que ser absolutamente gozoso. De pronto, claro, el gozo se permea con la angustia, con las bajas pasiones, con todo lo feo y lo horrendo del ser humano, pero ante todo está el gozo. Un creador necesita como premisa establecer una pasión gozosa.

http://www.revistaenie.clarin.com/notas/2009/02/14/_-01858528.htm

Thursday, June 18, 2009

Reciclando

Mote: Fernanda Montenegro disse em entrevista que “a única opção para fugir do envelhecimento é a morte.”

Glosa:
Ponha um ponto final no envelhecimento.
Você detesta envelhecer, não é mesmo? Você luta com as forças que tem, faz de tudo, mas nada parece capaz de realmente parar o tal do envelhecimento, não é mesmo? Cada pequena vitória contra o dragão da velhice não passa de uma ilusão fugaz que se desfaz em um par de anos, não é mesmo? Não demora muito e as águas do tempo vêm e levam embora as barragens que construímos com tanto zelo e aí só nos resta o espelho implacável a nos dizer que mais uma vez perdemos…
Quem não daria tudo para dar um fim definitivo a esse terrível processo de enfeiamento: os músculos cada vez mais flácidos, as gorduras cada vez mais despudoradamente localizadas, as rugas cada vez mais fundas, as papadas despejando-se em dobras, os cabelos caindo aos tufos ou embranquecendo ou então migrando misteriosamente para dentro de orelhas e narinas cada vez maiores?
Pois nós já temos a resposta para todos os seus problemas de envelhecimento: pegue seu cartão de crédito agora e adquira hoje mesmo, pelo telefone ou pela internet, nosso sensacional KEVORKIAN2000™! Nós lhe enviaremos pelo correio, com presteza e descrição, uma única dose fácil de preparar e tomar, para que você possa finalmente encontrar de forma rápida e segura o fim inexorável de todos os seus problemas, sem contra-indicações, sem dores e sem arrependimentos.
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Chame hoje! Não perca! Ponha um fim definitivo ao envelhecimento!

Wednesday, June 17, 2009

My Last Duchess


Robert Browning (1812-1889) escrevia uma poesia vitoriana difícil e pesada, cheia de versos cortados em enjambements e sentenças longuíssimas. Browning teve uma grande sacada que usou nos seus melhores poemas: inventar personagens complexos [geralmente figuras históricas mais ou menos obscuras] e escrever então monólogos dramáticos, nos quais esses personagens/vozes poéticas vão se revelando ao leitor aos poucos. Nesse "My Last Duchess" o leitor em atirado en media res [em plena ação] quando o Duque de Ferrara recebe um emissário da família da sua noiva, a "next duchess" e exibe um retrato pintado da falecida duquesa, a do título, que ele mantém coberto com uma cortina que só ele pode abrir. Segue um estudo do orgulho, dos ciúmes e da prepotência doentios do tal duque, uma figura meio “barba azul”.

My Last Duchess
FERRARA
1 That's my last Duchess painted on the wall,
2 Looking as if she were alive. I call
3 That piece a wonder, now: Frà Pandolf's hands
4 Worked busily a day, and there she stands.
5 Will 't please you sit and look at her? I said
6 "Frà Pandolf" by design, for never read
7 Strangers like you that pictured countenance,
8 The depth and passion of its earnest glance,
9 But to myself they turned (since none puts by
10 The curtain I have drawn for you, but I)
11 And seemed as they would ask me, if they durst,
12 How such a glance came there; so, not the first
13 Are you to turn and ask thus. Sir, 'twas not
14 Her husband's presence only, called that spot
15 Of joy into the Duchess' cheek: perhaps
16 Frà Pandolf chanced to say, "Her mantle laps
17 Over my Lady's wrist too much," or "Paint
18 Must never hope to reproduce the faint
19 Half-flush that dies along her throat"; such stuff
20 Was courtesy, she thought, and cause enough
21 For calling up that spot of joy. She had
22 A heart . . . how shall I say? . . . too soon made glad,
23 Too easily impressed; she liked whate'er
24 She looked on, and her looks went everywhere.
25 Sir, 'twas all one! My favour at her breast,
26 The dropping of the daylight in the West,
27 The bough of cherries some officious fool
28 Broke in the orchard for her, the white mule
29 She rode with round the terrace--all and each
30 Would draw from her alike the approving speech,
31 Or blush, at least. She thanked men,--good; but thanked
32 Somehow . . . I know not how . . . as if she ranked
33 My gift of a nine-hundred-years-old name
34 With anybody's gift. Who'd stoop to blame
35 This sort of trifling? Even had you skill
36 In speech--(which I have not)--to make your will
37 Quite clear to such an one, and say, "Just this
38 Or that in you disgusts me; here you miss,
39 Or there exceed the mark"--and if she let
40 Herself be lessoned so, nor plainly set
41 Her wits to yours, forsooth, and made excuse,
42 --E'en then would be some stooping; and I chuse
43 Never to stoop. Oh, sir, she smiled, no doubt,
44 Whene'er I passed her; but who passed without
45 Much the same smile? This grew; I gave commands;
46 Then all smiles stopped together. There she stands
47 As if alive. Will 't please you rise? We'll meet
48 The company below, then. I repeat,
49 The Count your Master's known munificence
50 Is ample warrant that no just pretence
51 Of mine for dowry will be disallowed;
52 Though his fair daughter's self, as I avowed
53 At starting, is my object. Nay, we'll go
54 Together down, Sir! Notice Neptune, though,
55 Taming a sea-horse, thought a rarity,
56 Which Claus of Innsbruck cast in bronze for me.

Tuesday, June 16, 2009

Joaquín Bartrina

Casos comunes
Joaquín Bartrina

Juan envidia de Bruno la nobleza
y Bruno a Juan envidia la riqueza;
ambos envidian a Luis la calma,
y éste envidia a los dos, con toda el alma,
honores y fortuna ¡qué simpleza! 5
Bruno con lo de Juan feliz sería,
Juan sería feliz con lo de Bruno;
lo de Luis a los dos contentaría
y a Luis feliz lo de los dos haría;
¡y con lo propio no es feliz ninguno! 10
Podemos deducir de esos extremos
que, de la vida atados en el potro,
felicidad es lo que no tenemos.
Tal vez mejor diremos:
felicidad es lo que tiene el otro. 15

Friday, June 12, 2009

Prosa Minha - Fragmento de Conto

4

Não, essa voz não é tua.
Paulo Henriques Britto

Só muito tempo depois, depois que as duas irmãs viúvas e todos os meus irmãos morreram e foram enterrados; depois que eu passei do inferno da dor aguda ao purgatório da dor crônica e depois que a morte como idéia, abstrata, transformou-se nessa morte que desabrocha do corpo, concreta, é que eu voltei ao Brasil e vim parar aqui no Rio, de onde, de certa forma, eu nunca saí. Agora o Rio é meu, tão meu como de quem nunca tirou os pés daqui. Agora, livre da vulgaridade autoritária da memória do dia-a-dia, a beleza radiante dessa cidade se revela, generosa. Agora, velho, sou um mosaico desajeitado feito com cacos de toda essa gente que encobre delicada como a sombra de uma fumaça esguia todos esses fragmentos esparsos da minha cidade, que em mim adquirem uma unidade tenebrosa e profunda. Tenho as mãos e os cabelos do meu pai, os olhos e a boca da minha mãe, os pés do tio Chico, tiques dos meus quatro avós, pequenos gestos dos meus quatro irmãos, a doença da minha filha e, principalmente, a dor pela falta da minha filha. Tudo o que sou, o que falo e o que escrevo é deles, ainda que, agora, seja meu também. Cada centímetro quadrado desse minifúndio encarquilhado que é o meu corpo parece já ter sido de alguém que já foi, e ainda é, parte desta cidade. Agora, feliz, sozinho, velho e cansado, pronto para morrer (se é que isso existe; ainda tenho minhas dúvidas), a cidade sou eu sou eu a cidade meu amor.
Agora, eu sou o Rio de Janeiro.

Dúvida Cruel

Leio os comentários dos jornais online e no youtube e, entre um sujeito que acha que o ABBA é o máximo da música ocidental e outro que, revoltado com a violência, prega suplícios e torturas das mais hediondas contra os “bandidos”, eu fico pensando: será que os doidos sem-noção são super-representados no mundo da internet ou será que o cidadão comum mediano é mesmo tipicamente demente?

Thursday, June 11, 2009

Porque eu gosto de ler coisas a esmo



James Wood escreve sobre V.S. Naipaul numa resenha sobre biografia recente sobre o mesmo: "a combination of conservative vision and radical eyesight" >>>> Eu penso comigo mesmo: que frase perfeita para explicar Nelson Rodrigues!

Wednesday, June 10, 2009

Diário da Babilônia - Creative Writing

Existem 822 programas de "creative writing" nas universidades dos Estados Unidos, 27 deles concendendo PhD. É uma máquina que cresce ainda vigorosamente e há quem pense que toda a ficção da segunda metade do século XX para cá nos Estados Unidos foi, de alguma forma, influenciada por esses programas. Ensinaram ou tiveram aulas neles Thomas Wolfe, Robert Frost, John Barth, Robert Coover, Donald Barthelme, E.L. Doctorow, Toni Morrison, Joyce Carol Oates, Raymond Carver, Andrés Dubus, Tillie Olsen, Alice Sebold, Kurt Vonnegut, Philip Roth. Enfim, parece que é mais fácil citar algum escritor que não tenha feito parte desse sistema do que o contrário.
Esses programas partem da premissa de que oficinas de escrita dentro de universidades podem ensinar uma pessoa a escrever. Eu, cá do meu canto, acho difícil que uma instituição tão "sistemática" [nos dois sentidos da palavra], que tem uma cultura fortíssima de conformidade, possa ensinar as pessoas a serem criativas. Quando eu falo de cultura de conformidade - um fato no sistema escolar em geral - falo de alunos que tentam agradar seus professores em busca de uma nota que é prerrogativa essencial desses professores. Podem me dizer que o número de escritores americanos relacionados com o sistema prova que eu estou errado. Cá do meu canto ainda eu penso: esses são bons apesar do sistema não por casa dele.
PS. O motivo desse post é o lançamento do livro "The Program Era" de Mark McGurl, que parece abordar a literatura contemporânea americana ao modo de Antonio Candido e Compania Sociológica [aparentemente] Ilimitada. Ah, mas se todos fossem como o mestre...

Monday, June 08, 2009

Imaginar é de gratis

Imagino que um dia Zé Ramalho resolveu reescrever a letra de uma xaropada lacrimosa que atende pelo nome “Amigo é pra essas coisas”. E aí imagino que ela foi gravada pelos Titãs, na época em que eles eram um monte de cantores que berravam sempre a mesma coisa com sotaque de robô paulista

- Salve!
- Tome um cabral
- Pra frente é que se anda
- Se vê depois
- Posso sentar um pouco?
- Um ano ou mais...
- A vida é um dilema
- Nem sempre vale a pena...
- Pô...
- E o l´argent?
- Não sei quando eu lhe pago
- Mas não se vê no rosto
- Garçom, mais dois
- Deus é bom
- Mas não foi bom pra mim
- Dei mais sorte com a Beatriz

- Triste
- É sempre assim
- Eu desejava um trago
- Também sofri
- Minha memória é fogo!
- Faça o favor
- Na morte a gente esquece
- Você está mais velho
- É
- Vida ruim
- Você está bem disposto
- Meu Deus, por quê?
- Rosa acabou comigo
- Pode ser...
- Você foi mais feliz
- Todo amor um dia chega ao fim

- Pois é
- Amigo, há quanto tempo!
- Você se lembra dela?
- Não
- Lhe apresentei
- Nem Deus sabe o motivo
- O que é que há?
- Defendo algum no jogo
- E amanhã?
- Que bom se eu morresse!
- Prá quê, rapaz?
- Por você ter me ouvido
- Vá atrás!
- Estou desempregado
- Mas no amor agente fica em paz

- Adeus

- Toma mais um
- Já amolei bastante
- De jeito algum!
- Muito obrigado, amigo
- Não tem de quê
- Talvez Rosa sofresse
- Amigo é prá essas coisas
- Tá...
- Pode faltar
- Sua amizade basta
- Como é que vai?
- O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará

Saturday, June 06, 2009

Diario de Tenochtitlán 6


Huitlacoches são deliciosos cogumelos que são cultivados na espiga do milho.

Parecem trufas, divinas trufas com pedacinhos de milho.

Esses pastelzinhos [quesadillas] com huitlacoches refogados são uma maravilha!!! E são uma das várias delícias culinárias mexicanas que, ao contrário do que muita gente pensa, não tem pimenta.

Thursday, June 04, 2009

Diario de Tenochtitlán 5



San Ángel é um exemplo de uma das coisas mais fascinantes da cidade do México: cidadezinhas coloniais que foram engolidas mais não destruídas pelo monstro de 20 milhões de habitantes. Você sai de uma avenida imensa super-movimentada e genericamente feia e de repente lá estão as ruas de pedra, as casas do século XVI e XVII, as igrejas barrocas, os restaurantes com mesas debaixo de árvores, as feirinhas na praça, as ruelas estreitas.

Wednesday, June 03, 2009

Diario de Tenochtitlán 4



Juana Inés de la Cruz nasceu em 1651 e desde pequena mostrou grande vocação para a vida intelectual. Acabou monja carmelita mas não aguentou a disciplina severa que lhe proibia ler e escrever e passou para a ordem das Jerónimas. Vira administradora de um convento, digamos VIP, onde mora numa "cela" de dois andares com direito a monja assistente para cozinhar e arrumar a casa. Lá escreveu a obra impressionante: começou com uma tal carta atenagórica em que chama na responsa nada mais nada menos que Antônio Vieira e sua concepção do amor. Tem as obras completas [poesía, teatro , ensaios] publicadas em vida tanto na Espanha como no México. Quando o barroco sai de moda, a obra de Sor Juana é pichada, mas o século XX recupera sua figura com juros e correção monetária.
O convento, no centro velho da cidade, foi transformado em campus de uma universidade privada, a Universidad del Claustro de Sor Juana, considerada por muitos a melhor instituição privada do México. O campus é bonito de doer! O auditório Divino Narciso é uma maravilhosa igreja barroca [foto da esquerda] e a cela "super-VIP" de uma marquesa virou esse simpático restaurante [foto da direita].
Olha aí que chique:
Inauguración de la Cátedra en Literaturas y Culturas de habla portuguesa J.M. Machado de Assis
Conferencia: El Páramo de João Guimarães Rosa

Imparte: Dr. Paulo Moreira de la Universidad de Yale

Organizan: Colegio de Humanidades

Vicerrectoría Académica

Lugar: Auditorio Divino Narciso

Bem, a coisa foi muito chique, inclusive com um conjunto musical, que aparece na foto, dedicado exclusivamente à música em português...

Tuesday, June 02, 2009

Diario de Tenochtitlán 3


A UNAM é uma universidade imensa com um campus cheio de prédios ousados como o da Biblioteca Central [foto]. Além disso me chama a atenção o fato de que a universidade tem um excelente time de futebol, o Pumas, que acaba de ganhar o clausura, um torneio importante [já imaginaram um estádio lotado para assistir a uma final entre Palmeiras e... USP?] Nesse campus qualquer um se perde com a maior facilidade porque as expansões do campus transformaram os prédios antigos das faculdades em prédios administrativos e construíram outros prédios maiores em volta, além de um complexo de teatros, museus, etc. Todo o canto está sempre cheio de carros estacionados, gente passando, ônibus, vendedores. Hoje dei a primeira aula da cátedra Guimarães Rosa para um grupo animado e muito receptivo. Enfim, sobrevivi. Amanhã tem mais...

Diario de Tenochtitlán 2


O Fondo de Cultura Económica é um editora poderosíssima no México, de um tamanho e de uma envergadura que editora nenhuma no Brasil. O FCE tem um aspecto canonizador também: tudo de literatura mexicana que é publicado no FCE e mais o monte de coisas que eles publicam da América Latina, especialmente em ciências humanas, recebe uma espécie de selo de distinção. O FCE também tem uma rede de livrarias bem legais - inclusive uma em SP que eu não conheço. A favorita das que eu conheço é essa da foto: A Rosario Castellanos [cada livraria do FCE é dedicada a um autor mexicano]. Nas fotos que eu tirei [clicando nelas dá para ver melhor] dá para ver ela de fora - é um prédio antigo transformado em livraria - e de dentro. Tirar fotos das coisas quando a gente viaja sozinho é um espeto - tem que sempre tomar ciudado para algum desconhecido não pensar que a gente é um tarado ou espião...

Monday, June 01, 2009

Diário de Tenochtitlán 1.5


A imagem que não apareceu:

Diário de Tenochtitlán 1



Cheguei à noite na Cidade do México e, cruzando a cidade na noite de domingo, me chamou a atenção os outdoors de campanha do PSD: um a favor da legalização das drogas e outro a favor da legalização do aborto.