"A melhor mãe do mundo", dirigido por Anna Muylaert, consegue ser melhor do que "Que horas ela volta?", mesmo sem aquele carisma gigante da Regina Casé. O cuidado com a câmera e a fotografia linda sem ser decorativa/embelezante estão lá. E o roteiro vem no ponto exato entre o laconismo de "Mãe Só Há Uma" e a afetividade de "Que horas ela volta?" O filme é a história de Gal, uma mulher vivendo a maternidade na precariedade luta como uma leoa - me fez pensar no filme "Leonera" do Pablo Trapero - para sair de vez de baixo de um relacionamento ruim, violento e frustrante. As forças da reação parecem que vão emparedar a protagonista - chegando a tirar as rodas do carro de reciclagem. Seu Jorge está excelente no papel de parceiro da protagonista, o centro dessa força da reação. A carroça é o rocinante dessa fusão de Dona Quixote e Sancha Panza, determinada a viver de qualquer jeito. E dois mundos vitais vivem na tela: o mundo dos catadores ...
Basicamente, mas não exclusivamente literatura: prosa e poesia.