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José Emilio Pacheco - Em homenagem às eleições presidenciais


Antiguos compañeros se reúnen

Ya somos todo aquello

Contra lo que luchamos a los veinte años.

Desde entonces, 1975-1978

Comments

Tenho uma amiga que trabalha na secretaria de imprensa da prefeitura de SP. Ela comenta que Serra e Lula conversavam diariamente no período das eleições.

Eles fazem o teatro, e nós votamos.
É mesmo um grande teatro, mas eu ainda não consegui decidir qual o gênero: com certeza farsa, mas com toques de horror [vice adorador do diabo], comédia pastelão [bolinha de papel], melodrama século 19 [mamãe Dilma], etc.

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Poema meu: Saudades da Aldeia desde New Haven

Todas as cartas de amor são Ridículas. Álvaro Campos O Tietê é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia, mas o Tietê não é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia porque não corre minha aldeia. Poucos sabem para onde vai e donde vem o ribeirão da minha aldeia, 
 que pertence a menos gente 
 mas nem por isso é mais livre ou menos sujo. O ribeirão da minha aldeia 
 foi sepultado num túmulo de pedra para não ferir os olhos nem molhar os inventários da implacável boa gente da minha aldeia, mas, para aqueles que vêem em tudo o que lá não está, 
 a memória é o que há para além do riberão da minha aldeia e é a fortuna daqueles que a sabem encontrar. Não penso em mais nada na miséria desse inverno gelado estou agora de novo em pé sobre o ribeirão da minha aldeia.

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http://www.media.desicolours.com/2009/march/egg-shell-art-01.jpg Os leitores vão acabar? Talvez. Mas os escritores não. Rubem Fonseca Um novo ovo choco parido do labirinto de espelhos do poeta completa mente concreta mente só, posto no ninho frio dum livro nunca lido aconchegado completa mente concreta mente debaixo da sutil coberta de pó, espera, no fundo do armário jogado no sótão trancado da casa vazia no bairro abandonado, paciente mente concreta mente pelo seu primeiro leitor só.