Skip to main content

Big Food - A democracia no século XXI

Eles atendem pelo singelo nome de “Big Food”, uma indústria que monopoliza toda a comida que é plantada, criada, colhida, abatida, processada, empacotada e vendida nos Estados Unidos.

Na base “Big Ag”: basicamente um grupo seleto de produtores gigantescos de milho e soja [e outras “commodities”] mamando alegremente em subsídios generosos do governo americano e produtores de todo o aparato de sementes e agrotóxicos na base dessa indústria.

Big Ag ganha uma grana preta fornecendo ração para Big Meat, outro grupo seleto que “produz” milhões de cabeças de gado, galinhas e porcos, enfia eles todos dentro de fábricas/matadouros gigantescos e empacota milhões e milhões de quilos de carne e outras coisas carnívoras.

Aí vem mais um grupo igualmente seleto de empresas que processam com toda a ingenuidade química que produz sabores, cores, texturas e sabores de todos os tipos, empacotam e rotulam o que Big Ag e Big Meat produzem. Basicamente o milho vira xarope açucarado, a soja vira óleo e a carne vira hambúrguer.

No topo dessa jamanta enlouquecida estão os supermercados e as franquias de fast-food.

Quando quatro empresas controlam mais de 40% de uma indústria, diz que há uma concentração exagerada de poder econômico. Quatro conglomerados controlam 82% dos matadouros, 85% do processamento de soja, 62% dos pesticidas, 58% das sementes [antes da Bayern comprar a Monsanto] e 53% do processamento de frangos.

Lobbys poderosos com nomes portentosos representam essa jamanta enlouquecida: Grocery Manufacturers Association [processamento/embalagem/marcas], The North American Meat Institute [carne], The American Farm Bureau Federation [commoditys, The National Restaurant Association [franquias de fast food] e CropLife [pesticidas]. Eles todos se unem para garantir os subsídios e combater qualquer restrição ao seu direito de divino de empanturrar o público com açúcar, sal, óleo, carne processada e químicos. 

Investigações sobre abusos dos monopolistas são sumariamente engavetadas. Restrições [veja bem "voluntárias"] à venda de junk food às crianças e ao uso de junk food nas escolas viram piada com congressistas defendendo que pizza deveria ser considerado um "vegetable" por causa do molho de tomate. Fábricas de processamento animal horrivelmente poluentes são classificadas como "fazendas" e continuam a emporcalhar o meio ambiente impunemente. Limites ao uso de antibióticos no criação de animais continuam "voluntários".  

O resultado:

Fonte: https://www.cdc.gov/obesity/data/prevalence-maps.html

Toda essa obesidade se traduz em problemas crônicos de saúde: pressão alta, diabetes, problemas do coração. Sofrimento a granel e um monte de dinheiro gasto em tentar fazer sobreviver um monte de gente mal e porcamente. Por exemplo:







Comments

Popular posts from this blog

Protestantes e evangélicos no Brasil

1.      O crescimento dos protestantes no Brasil é realmente impressionante, saindo de uma pequena minoria para quase um quarto da população em 30 anos: 1980: 6,6% 1991: 9% 2000: 15,4%, 26,2 milhões 2010: 22,2%, 42,3 milhões   Há mais evangélicos no Brasil do que nos Estados Unidos: são 22,37 milhões da população e mais ou menos a metade desses pertencem à mesma igreja.  Você sabe qual é? 2.      Costuma-se, por ignorância ou má vontade, a dar um destaque exagerado a Igreja Universal do Reino de Deus e ao seu líder, Edir Macedo. A IURD nunca representou mais que 15% dos evangélicos e menos de 10% dos protestantes como um todo. Além disso, a IURD diminuiu seu número de fiéis   nos últimos 10 anos de acordo com o censo do IBGE, ao contrário de outras denominações, que já eram bem maiores. 3.      Os jornalistas dos jornalões, acostumados com a rígida hierarquia inst...

Poema meu: Saudades da Aldeia desde New Haven

Todas as cartas de amor são Ridículas. Álvaro Campos O Tietê é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia, mas o Tietê não é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia porque não corre minha aldeia. Poucos sabem para onde vai e donde vem o ribeirão da minha aldeia, 
 que pertence a menos gente 
 mas nem por isso é mais livre ou menos sujo. O ribeirão da minha aldeia 
 foi sepultado num túmulo de pedra para não ferir os olhos nem molhar os inventários da implacável boa gente da minha aldeia, mas, para aqueles que vêem em tudo o que lá não está, 
 a memória é o que há para além do riberão da minha aldeia e é a fortuna daqueles que a sabem encontrar. Não penso em mais nada na miséria desse inverno gelado estou agora de novo em pé sobre o ribeirão da minha aldeia.

Diário do Império - Antenado com a minha casa [BH]

Acompanho a vida no Brasil antes de tudo pela internet, um "lugar" estranho em que a [para mim tenebrosa] classe m é dia brasileira reina soberana, quase absoluta, com seus complexos, suas mediocridades e sua agressividade... Um conhecido, daqueles que ao inv és de ter um blogue que a gente visita quando quer, prefere um papel mais ativo, mandando suas "id éias" para os outros por e-mail, me enviou o texto abaixo, que eu vou comentar o mais sucintamente possível: resolvi a partir de amanh ã fazer um esforço e tentar, al ém do blogue, onde expresso minhas "id éias" passivamente, tentar me comunicar diretamente com as pessoas por carta... OS ALUNOS DE UNIVERSIDADES PARTICULARES DERAM UMA RESPOSTA; E A BRIGA CONTINUOU ... 1 - PROVOCAÇÃO INICIAL Estudar na PUC:............... R$ 1.200,00 Estudar no PITÁGORAS:..........R$ 1.000,00 Estudar na NEWTON:.....R$ 900,00 Estudar na FUMEC:............ R$600,00 Estudar na UNI-BH:........... R$ 550,00 Estudar na...