Thursday, December 18, 2008

Poetas Mexicanos - Gabriel Zaid


Nacimiento de Venus
Así surges del agua,
blanquísima,
y tus largos cabellos son del mar todavía,
y los vientos te empujan, las olas te conducen,
como el amanecer, por olas, serenísima.
Así llegas helada como el amanecer.
Así la dicha abriga como un manto.
Seguimiento, 1964

Nacimiento de Venus

Así surges del agua,
clarísima,
y tus largos cabellos son del mar todavía,
y los vientos te empujan, las olas te conducen,
como el amanecer, por olas, serenísima.

Así todo se aclara, como el amanecer,
y se vuelve palpable el misterio del día.
Práctica mortal, 1973

3 comments:

sabina anzuategui said...

lindo.
por algum motivo, preferi o mais antigo.

Paulodaluzmoreira said...

O Zaid vai modificando seus poemas, mas o interessante é que ele não descarta sempre as versões mais antigas, vai acumulando versões assim. Ele, de certa forma, reescreveu esse poema quando visitou o Brasil e esteve em Ipanema nos anos 60 - para ele foi um choque encontrar um bairro inundado de carros e prédios, nada do que ele imaginava pelo que conhecia da Bossa Nova [o cara é um mexicano e os mexicanos em geral sabem bem pouco de nós como nós deles]. O poema ficou assim:

IPANEMA
El mar insiste en su fragor de automóviles.
El sol se rompe entre los automóviles.
La brisa corre como un automóvil.

Y de pronto, del mar, gloriosamente,
chorreando espuma, risas, desnudeces,
sale un automóvil.
Campo nudista, 1969

sabina anzuategui said...

Acho a melhor descrição de Ipanema que já li.

Tenho uma amiga que caminha de manhã no calçadão do Flamengo... eu tentei, mas não consigo ignorar os carros e olhar a paisagem. O barulho e o cheiro me incomodam tanto que a paisagem do mar desaparece pra mim.