Tuesday, April 10, 2012

Quem morre limpo não foi humano

A melhor versão - disparado - é a de Pepe Jara, que canta com uma contenção que deixa a dramaticidade da letra aflorar sem os exageros dos gritantes que ainda vivem suando suas camisas de linho pela América Latina afora. Infelizmente no iutúbio só tem um Pepe Jara cansado e velho, além de um peruano que faz uma versão correta acompanhado do seu próprio violão com o seu ármario embutido ao fundo.


COMO SE LLEVA UN LUNAR

Álvaro Carrillo [Oaxaca, 1921-1969]

Como se lleva un lunar

todos podemos una mancha llevar,

en este mundo tan profano

quien muere limpio no ha sido humano.

Si vieras que terrible

resulta las gentes demasiado buenas,

como no comprenden parece que perdonan

pero en el fondo siempre, siempre nos condenan.

Vuelve conmigo, mi amor,

que tus errores no me causan temor

pues mucho más que todos ellos

vale uno solo de tus cabellos

Como eres, así yo te quiero

por eso ya ves, que al sentir tu mirada

doy espaldas al mundo

para adorar tu cara.


Pepe Jara:



2 comments:

Gabo said...

lindo!
que me pongo todo en piel de galina!
quem morre limpo não foi humano. que viva a sujeira, o torto e errado. e que todos aprendamos, o quanto antes, a dar as costas pros que nos condenam.

adorei o post.

Paulodaluzmoreira said...

Depois se quiser compartilho contigo a versão "jovem" desse mesmo cantor. É uma maravilha, Gabo!