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Miroslava Breach, Patricia Acioli, Ayotzinapa, Cabula e Valdomiro Costa Pereira e muitos outros




O México e o Brasil andam pelo mesmo caminho que muitas outras partes do mundo globalizado: longe das manchetes principais da imprensa, mensalmente, talvez semanalmente, alguém é preso, torturado, desaparecido ou assassinado em conflitos marcados pelo total desrespeito aos direitos humanos e da cidadania. 

As vítimas são indígenas, sem-terra, sem-teto, moradores de comunidades marginalizadas, crianças pobres, membros de várias minorias e de organizações que lutam pelo respeito aos direitos dessas pessoas, desde ativistas a promotores, juízes e jornalistas. E os criminosos caminham quase sempre numa linha imprecisa entre o crime organizado e os aparelhos de repressão do estado.

Mensalmente, talvez semanalmente as mortes e abusos vão se acumulando e formando na minha cabeça uma daquelas terríveis, assustadoras de pilhas de corpos dos campos de concentração nazista. Um discurso furioso de ódio que divide o mundo entre gente de bem e inimigos que merecem nada além da completa aniquilação alimenta o grande moinho de moer gente. E as pautas da grande imprensa continua a colocar no centro das atenções essa grande farsa em que grandes personalidades continuam arrotando verdades sobre a defesa do estado de direito e da democracia enquanto o crime organizado, os grandes negócios, a justiça e a classe política vão se fundindo numa grande sopa cáustica.








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