Wednesday, June 26, 2013

Poesia Minha: Sonata [parte 2 de 3]


II
Quando tem tempo demais
            sai correndo, derrubando
            estabanado tudo que vale a pena.
            Quando tem tempo de menos
dorme seus sonhos mofados,
            sempre comendo migalhas,
            a água subindo até o pescoço
            e a cabeça enterrada na areia.
Hoje você é pasto apaixonado
            pelo gado; amanhã será
            óleo na máquina pasma
que vende a geléia da verdade
            e o elixir do tempo perdido
            de quatro em quatro anos.

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