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IV

Não-Ficção
De Sermões de Vieira

Sexagésima [1655]
Quarta-Feira de Cinza [1672]
Santo Antônio (aos Peixes) [1654]
Primeira Dominga do Advento [1650]
Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as de Holanda [1640]
Mandato [1655]
Primeira Dominga da Quaresma [1653]

Os Sertões de Euclides da Cunha
“Manifesto Antropófago” de Oswald de Andrade
Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Hollanda

Comments

Visitei em Potsdam, perto de Berlim, um palácio chamado Sans Souci. Foi um rei meio intelectual que não gostava da vida na corte. Então fez um pequeno palácio, só para ele ler e ouvir música, bem longe do palácio onde ficava a rainha e seus amigos.

Ele tinha uma biblioteca de 100 livros em todos os palácios de sua propriedade. Eram sempre os mesmos. Ele fez a seleção, e considerava que era só isso que valia a pena ler na vida.
Deus me livre. Eu não vivo na corte e o meu sonho é justamente o oposto do príncipe. Eu queria poder conversar com um monte de gente sobre os livros que eu leio, coisa difícil de fazer se não estamos lendo algumas coisas em comum. Afinal, os leitores de literatura provavelmente cabem dentro de uma kombi hoje em dia e cada anda lendo suas coisas...

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1.      O crescimento dos protestantes no Brasil é realmente impressionante, saindo de uma pequena minoria para quase um quarto da população em 30 anos: 1980: 6,6% 1991: 9% 2000: 15,4%, 26,2 milhões 2010: 22,2%, 42,3 milhões   Há mais evangélicos no Brasil do que nos Estados Unidos: são 22,37 milhões da população e mais ou menos a metade desses pertencem à mesma igreja.  Você sabe qual é? 2.      Costuma-se, por ignorância ou má vontade, a dar um destaque exagerado a Igreja Universal do Reino de Deus e ao seu líder, Edir Macedo. A IURD nunca representou mais que 15% dos evangélicos e menos de 10% dos protestantes como um todo. Além disso, a IURD diminuiu seu número de fiéis   nos últimos 10 anos de acordo com o censo do IBGE, ao contrário de outras denominações, que já eram bem maiores. 3.      Os jornalistas dos jornalões, acostumados com a rígida hierarquia inst...

Poema meu: Saudades da Aldeia desde New Haven

Todas as cartas de amor são Ridículas. Álvaro Campos O Tietê é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia, mas o Tietê não é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia porque não corre minha aldeia. Poucos sabem para onde vai e donde vem o ribeirão da minha aldeia, 
 que pertence a menos gente 
 mas nem por isso é mais livre ou menos sujo. O ribeirão da minha aldeia 
 foi sepultado num túmulo de pedra para não ferir os olhos nem molhar os inventários da implacável boa gente da minha aldeia, mas, para aqueles que vêem em tudo o que lá não está, 
 a memória é o que há para além do riberão da minha aldeia e é a fortuna daqueles que a sabem encontrar. Não penso em mais nada na miséria desse inverno gelado estou agora de novo em pé sobre o ribeirão da minha aldeia.

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