Monday, March 02, 2009

Mário de Andrade, 1942


"Tendo deformado toda minha obra por um antiindividualismo dirigido e voluntarioso, toda a minha obra não é mais que um hiperindividualismo implacável. É melancólico chegar assim no crepúsculo sem contar com a solidariedade de si mesmo".
Como diria o amigo Carlos Drummond de Andrade: "Você é duro, José".

2 comments:

sabina anzuategui said...

Linda frase; apesar do excesso de rigor, tem alguma verdade.

O excesso de rigor seja talvez o que torne a trajetórida de M.A. tão admiravel.

Paulodaluzmoreira said...

Acho o Mário uma figura tbm admirável e especial naquele meio intelectual de antigamente [será que mudou tanto? Acho que um bocado pelo menos]. Batalhando duro no meio de um monte de filhos de grandes famílias mais ou menos decadentes e disposto a não dever nada a ninguém, muito antes pelo contrário.