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Carlos Pellicer sobrevoa o Rio de Janeiro - em três partes


SUITE BRASILEIRA – Poemas aéreos

A Francisco S. Espejel

A Julián Nava Salinas

PRIMERA VEZ

Desde el avión,

vi hacer piruetas a Río de Janeiro

arriesgando el porvenir de sus puestas de sol.

Se ponía de cabeza

sin derramar su bahía.

Y en la lotería de sus isletas

ganaba y perdía.

El cielo se llenaba de automóviles

y de sombra a las 12 del día.

El Pão de Açúcar era un espantapájaros

soberbio, de lógica y fantasía.

Las palmeras desnudas

andaban de compras por la Rúa D'Ouvidor.

De pronto la ciudad

entró en espiral

junto con el avión,

lo mismo que 300 kilates de diamantes

en el embudo de un buen corazón.

Al bajar,

tenía yo los ojos azules

y agua de mar dentro del corazón.

Comments

que bonito.
Carlos Pellicer é um poeta precioso! Uma pena que ele não seja muito conhecido fora do México.

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