Thursday, April 21, 2011

Da série rir para não chorar: do quantotempodura

8 comments:

sabina said...

ótimo!

Paulodaluzmoreira said...

O valor puramente cômico da coisa já vale, não é mesmo?

Luis Heitor said...

Ótimo e triste ao mesmo tempo. Imagine só se este episódio fosse aí nos EUA , ou em qualquer outro país sério...Cada dia que passa vejo que estamos f.didos e mal pagos !

Paulodaluzmoreira said...

Pois é, Luís, não é por nada que chamo essa série de "rir para não chorar"!

Fred Selvagem said...

Imagine só se imagine só se imagine só...
Só não entendi se esse post cobra o linchamento de Aécio por parte da imprensa ou a pré-absolvição de Lula por uma eventual direção embriagada...
Pensando bem, deve ser a primeira opção já que o Lula já está mesmo pré-absolvido por qualquer coisa que tenha feito ou venha a fazer, desde 2005 e para toda a eternidade.

Paulodaluzmoreira said...

Olha, Fred, nem uma coisa nem outra. Eu sou completamente contra esse tipo de linchamento de quem quer que seja. Esse tipo de coisa em si não tiraria nem daria meu voto a ninguém. Agora não se trata também de absolver nem Lula nem Aécio de nada. Será que só existem duas posições possíveis: linchar Lula e adorar Aécio ou adorar Lula e linchar Aécio? Nenhum político de lugar nenhum é só santo ou só demônio, Fred. A partir daí a gente pode até discutir se Lula ou FHC ou Aécio foram ou serão relativamente bons ou maus presidentes. O humor no caso chama a atenção para um comportamente hipócrita que é generalizado no Brasil, pois os indignados de hoje são os pragmáticos e realistas de amanhã e vice-versa e os moralistas de hoje são os compreensivos de amanhã.

Fred Selvagem said...

Se a gente estiver falando das nossas convicções políticas e nossas posturas pessoais diante dos fatos, é claro que as possibilidades são inúmeras. Não precisamos aderir a um e rejeitar o outro (mesmo porque nem eles mesmos fazem isso), linchar ou pré-absolver ninguém. Mas falando especificamente desse post, essas duas possibilidades são realmente as que saltam aos olhos de imediato.
Porém, saindo um pouco desse "imediato", dá pra ler também uma crítica dura a esses veículos de comunicação ou à imprensa de um modo geral. Crítica essa que... também merece crítica! Pois não me parece que o humor da peça esteja, como você diz, chamando a atenção para um comportamento hipócrita generalizado, mas investindo na construção ou no reforço de um mito segundo o qual este comportamento hipócrita existe e é dirigido especificamente ao Lula e ao seu governo... e isso nunca foi verdade.
Nos 8 anos de governo Lula a única coisa mais dócil a ele do que a imprensa foi a oposição! Mesmo assim, ele jamais deixou de atacá-la (a imprensa) quase diariamente e de investir na idéia do tal “controle social da mídia”.
Então, acho que o problema é que, apesar de saber que radicalismos não costumam ser bons, eu tenho de assumir que sou, sim, um radical da liberdade de imprensa. E quando eu vejo críticas infundadas (já que falam de uma cobertura que não foi nem seria feita sobre um fato que não aconteceu) seja ao Jornal Nacional, seja à Carta Capital eu fico mesmo arrepiado... discuto, falo besteiras, crio polêmicas... Enfim, você pôs no ar um post de humor e já estou eu aqui escrevendo mais que pobre na chuva e enchendo seu saco. Radicalismo dá nisso.
De qualquer forma, eu também venho ao seu blog pra dizer “Otimo!” ás vezes, mas gosto muito quando surge uma oportunidade de debater. Mesmo porque eu costumo aprender muito com você e também sinto a sua falta por aqui.
Abração.

Paulodaluzmoreira said...

Olha, Fred, eu não peço que a imprensa deixe de noticiar nada. Muito pelo contrário: eu acho que os jornais brasileiros mostram a sua cara muito mais pelo que eles NAO publicam ou publicam numa coluna discreta no meio de um caderno qualquer, sem foto ou manchete. O que se convencionou chamar de mensalão - a troca de dinheiro e favores de todo o tipo financiados por caixa 2 e pelo estado por apoio em votações no congresso - existiu desde o governo FHC e continua existindo no governo da Dilma. A imprensa perde rapidamente o interesse no assunto porque? Por que é que José Dirceu joga na cara de qualquer político ou jornalista o assunto do caixa 2 e todos eles engolem seco? Marcos Valério abriu sua empresa de propaganda com o capital do ex-vice-governador de Minas Gerais, atual senador pelo estado depois da morte de Eliseu Resende! Por que é que Roberto Jefferson voltou à presidência do PTB e ninguém fala nada? Por que é que Delúbio volta ao PT [com o voto contrário de duas correntes importantes no PT, diga-se de passagem] e ninguém dá muita bola agora? Por que é que FSP e Estadão mandaram "recados" a Aécio Neves até ele 'desistir" de ser candidato - Juca Kfouri deu nota dizendo que Aécio tinha dado um bofetão na namorada numa boate e um articulista do Estadão escreve um artigo esquisito que termina com um "pó parar governador!"? A imprensa no Brasil peca porque esconde coisas, porque prefere o escândalo à discussão séria das coisas, porque joga o mesmo jogo, em troca de favorecimento e vantagens políticas!