Monday, April 04, 2011

Aimee Mann e seu manifesto anti-balada açucarada

How am I different

I can't do it
I can't conceive
you're everything you're trying to make me believe
cause this show is
too well designed
too well to be held with only me in mind

And how am I different?
How am I different?
How am I different?

I can't do it
so move along
do you really want to wait until I prove you wrong?
And don't tell me--
let me guess
I could change it all around if I would just say yes

But how am I different?
How am I different?
How am I different?

And just one question before I pack--
when you fuck it up later,
do I get my money back?

I can't do it
and as for you--
can you in good conscience even ask me to
Cause what do you care
about the great divide
as long as you come down
on the winner's side


And how am I different?
How am I different?
How am I different?

Just one question before I buy
when you fuck it up later,
do I get my money back?

8 comments:

sabina said...

gostei.

uma pergunta: quando ela diz "how am i different?" é como se se referisse ao elogio vazio que o outro faz?

tenho dificuldades pra entender certos versos.

fiquei um tempão pra entender algo que li num artigo: "the clitoris in her least speech".

se entendi corretamente, o "her" se refere ao clitoris?

Paulodaluzmoreira said...

Sabina, acho que o "how am I different?" tem duas formas de interpretar:
1. "Escuta aqui, meu chapa, que papo é esse de que eu sou differente [das outras]?"
2. Eu sou igualzinha a você, ou seja, eu também conheço alguém que me interessa e fico mostrando pra essa pessoa a minha melhor cara, mas depois acabo fazendo merda e decepcionando - ela e eu.
No final ela acaba dizendo: tudo bem, vamos lá, mas quando vc foder com tudo eu quero meu dinheiro de volta!

Paulodaluzmoreira said...

Agora, esse "the clitoris in her last speech"... Vc tem a frase completa?

sabina anzuategui said...

obrigada pela explicação, ;)
eu não havia pensado com tantos detalhes na segunda possibilidade.

quanto ao poema, é assim:

DESPISALS (Muriel Rukeyser)

In the human cities, never again to
despise the backside of the city, the ghetto,
or build it again as we build the despised
backsides of houses. Look at your own building
You are the city.'

Among our secrecies, not to despise our Jews
(that is, ourselves) or our darkness, our blacks,
or in our sexuality wherever it takes us
and we now know we are productive
too productive, too reproductive

for our present invention – never to despise
the homosexual who goes building another
with touch with touch (not to despise any touch)
each like himself like herself each.
You are this.

In the body’s ghetto
never to go despising the asshole
nor the useful shit that is our clean clue
to what we need. Never to despise
the clitoris in her least speech.
Never to despise in myself what I have been taught
to despise. Nor to despise the other.

Not to despise the it. To make this relation
with the it : to know that I am it.

sabina anzuategui said...

o verso está na penultima estrofe.

Paulodaluzmoreira said...

Sabina, "speech" nesse caso eu acho que está no sentido, por exemplo, de "free speech" [livre expressão]. Em outras palavras seria uma convocação a escutar o clitóris em todas as suas expressões, mesmo as menores [in the least].
Belo poema. Você sabe de que ano é?

sabina said...

Acho que é do livro "Breaking Open", de 1973.

Eu tinha imaginado esse significado... mas fiquei uma boa meia hora pra entender. Mesmo sendo palavras simples, me confundi na primeira leitura, achando que "her" se referia a uma mulher.

Paulodaluzmoreira said...

O inglês tem esse mistério: eles de vez em quanto dão gênero às coisas e, principalmente quando o gênero que eles escolhem não bate com o do português, eu acho super-esquisito. Por exemplo, cobra [snake] é primariamente masculino e, pelo jeito, clitóris é feminino!