Thursday, December 12, 2013

E a polícia?

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Entre várias conversas que parecem não acontecer no Brasil a da reforma das polícias parece ser uma das mais escandalosamente urgentes. Recomendo a entrevista com um juiz argentino da corte suprema Raúl Zaffaroni, de onde retirei esses quatro trechos bem significativos:

"Es una tremenda deuda de la democracia no haber repensado la policía."

"Esa falta es lo que genera el espacio en que se puede dar la manipulación. Si se ve la vivencia del personal policial, es una persona que no tiene posibilidades de discutir sus condiciones de trabajo en forma horizontal, está sometido a un régimen de trabajo que dicen que es cuasi militar, pero es un régimen de sanciones arbitrario, no puede discutir sus condiciones salariales."

"No necesitamos una policía que se dedique a controlar excluidos, necesitamos una policía que nos asegure mínimamente el orden."

"Eso es lo que nos dicen [os americanos] a nosotros. Ellos tienen 2400 policías. Imitemos a los Estados Unidos en eso. No hagamos lo que nos dicen sino lo que ellos hacen. Tienen policía de condado, policía estadual, todas las policías federales... son más de dos mil."

A entrevista é dada no contexto de sérios distúrbios em Córdoba envolvendo a polícia local. 

2 comments:

sabina anzuategui said...

curioso o que ele diz sobre a polícia americana.

Paulodaluzmoreira said...

Tbm achei. Eu não sei nada sobre o assunto, mas é fato de que a polícia aqui não é estadual e sim municipal e que até as universidades tem suas próprias polícias. Onde moro convivo [possivelmente bem de longe] com as 6 polícias de 6 municípios [que na prática formam um só tecido urbano]além da polícia de duas universidades. No fundo fica aquela velha disputa entre um poder mais municipalizado [aqui tbm todas as escolas públicas pertencem a cada município]. Qdo uma polícia abusa [como o caso recente da de East Heaven, que discriminava e abusada dos imigrantes latinos e ainda atrapalhava as investigações do caso] acaba havendo uma intervenção federal, que manda um promotor para intervir na polícia. Pode ser preconceito, mas eu imagino a polícia de um monte de municípios pequenininhos virando milícia armada dos mandões locais...