Monday, October 29, 2012

Ah, amor "vago, comtemplativo e sem objecto determinado"


Desde então pôde ainda o amor conservar-se vago, contemplativo e sem objecto determinado; mas existe. Logo que fôr conhecido, os paes não devem desprezar cousa alguma para dirigil-o ou nullifical-o. Primeiramente prohibir a leitura de romances, cujo effeito é darem pabulo ao fogo que se receia. Mais de uma vêz, n'estas circumstancias, escolhe a imaginação em vez do coração, e Rousseau nos fala de uma menina que estava a ponto de ser victima de sua paixão pelas perfeições de Telemaco. Privar a vista de painéis e espectaculos licenciosos, evitar termos equívocos sobre certos objectos melindrosos, é o que convém; porque a curiosidade dos adolescentes é extrema. Occupai-lhes o corpo e o espirito alternadamente; então chegará um profundo somno, e o coração não occupará na existência senão a parte conveniente.


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