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Poesia para meu pai e arte minha: "Os olhos de D. Paula" e "Carnaval"

Os olhos de D. Paula

                                                                                                                                   Para meu pai, que amava Machado de Assis

um par de olhos grandes
que teriam sido infinitos
abaixa-se para deixar
passar a onda, e ressurgir,
grandes, sagazes e teimosos,
lendo devagar, enfiando-se
entre sílabas e letras
para beber as palavras
como um cordial.

Tinha de novo toda a vida
nos olhos; essa mocidade,
inquieta e palpitante,
a boca fresca,
os olhos ainda infinitos.


Comments

Anonymous said…
Maravilha, meu querido!!!