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Poema: Cuestión Bizantina de Max Aub

Pai alemão, mãe francesa, o espanhol Max Aub abraçou a República Espanhola [sem ele não haveria Guernica de Picasso] e por causa dela acabou num campo de concentração chamdo Djelfa, na Argélia, de 25 de dezembro de 1941 até julho de 1942. Dali saiu um livro de poemas, Diario de Djelfa, de onde vem esse poema.

CUESTIÓN BIZANTINA
Max Aub

La playa ¿es orilla
de la mar o de la tierra?
Conseja bizantina.
La orilla del bosque
¿es su límite o del llano borde?
¿Qué frontera separa
lo tuyo de lo mío?
¿Quién acota la vida?
¿Vives hoy o mañana?
Raíz, tallo, flor y fruto
¿dónde empiezan y acaban?
El mantillo
¿es orillo
del ramaje muerto,
del renuevo
o del retorcido
helecho nuevo?
Cuestión bizantina.
Importa la orilla,
dormir limpio en ella.
(No somos tú y yo,
sino el hilo impalpable
que va de tu presencia
a la mía.)
Límites y fronteras
se agostarán un día.
Sin orillo ni orilla
¿qué más da de quién sean
los cachones, la arena?
La playa es orilla
de la mar y de la tierra,
nunca frontera:
Nada separa.
Nada se para.
Palabra.

8-8-41

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