Thursday, October 17, 2013

Notícias de além TVlândia


Ou nada [Rômulo Fróes]

Ou nada
São cabeças cortadas no céu 
de uma estrela chamada sol
Todo o resto e você me detesta 
e com isso seguimos nós
Meu consolo é que eu morro de sono, 
de chumbo, de bala e dó
Um dó não devia no vidro uma bolha de ar
Onde havia beleza, incerteza e pó
Meu consolo é que eu morro de culpa, 
de porre, de berro e só
Só sob a estrela da noite 
estrelada de alguém
De algum astronauta, 
de algum outro mundo
Meu consolo é que eu morro de vício, 
o início do fim de tudo
ou nada...

2 comments:

sabina anzuategui said...

que lindo, não conhecia.

Paulodaluzmoreira said...

Eu também acho. É do CD duplo de 2009 dele. Eu achei online.