Friday, January 30, 2015

Sobre brigas que não são brigas

Uma entre várias coisas interessantes que li na entrevista de Jeanne Marie Gagnebin ao Suplemento Literário do Diário Oficial de Pernambuco:

Costumo falar para meus alunos que na discussão/briga entre Adorno e Benjamin sobre a perda da “aura” e a função utópica ou alienante do cinema, ambos podem nos ajudar: Adorno para entender o que é a “indústria cultural” que reina soberana na nossa sociedade; e Benjamin para entender as tentativas de práticas culturais e artísticas contemporâneas que se caracterizam muito mais pela “experimentação” do que pela criação de uma “obra” acabada e singular. Penso notadamente em todas as práticas como instalações, performances, atividades teatrais ou circenses ou cinematográficas lúdicas e efêmeras. A partir notadamente de suas reflexões sobre o teatro “épico’ de Brecht, mas também sobre o teatro de crianças proletárias (que ele conheceu a partir de sua amiga Asja Lacis), Benjamin tentou pensar mais em termos de “ordenação experimental” (Versuchanordnung) do que em termos mais clássicos de “obra de arte” (Kunstwerk).

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