Monday, August 24, 2015

Sobre o esquecimento

Forgetfulness
Billy Collins
 
 
The name of the author is the first to go
followed obediently by the title, the plot,
the heartbreaking conclusion, the entire novel
which suddenly becomes one you have never read, never even heard of,

as if, one by one, the memories you used to harbor
decided to retire to the southern hemisphere of the brain,
to a little fishing village where there are no phones.

Long ago you kissed the names of the nine muses goodbye
and watched the quadratic equation pack its bag,
and even now as you memorize the order of the planets,

something else is slipping away, a state flower perhaps,
the address of an uncle, the capital of Paraguay.

Whatever it is you are struggling to remember,
it is not poised on the tip of your tongue
or even lurking in some obscure corner of your spleen.

It has floated away down a dark mythological river
whose name begins with an L as far as you can recall

well on your own way to oblivion where you will join those
who have even forgotten how to swim and how to ride a bicycle.

No wonder you rise in the middle of the night
to look up the date of a famous battle in a book on war.
No wonder the moon in the window seems to have drifted   
out of a love poem that you used to know by heart.

5 comments:

Anonymous said...

Lindo. Vou guardar para não esquecer. (Tata)

Paulodaluzmoreira said...

E o curioso, Tata, é que cheguei nesse poema através de um texto que dava ele como exemplo de má poesia! Eu gostei da estrofe que serviria para exemplificar a espinafração do poema e fui procurar o poema inteiro. E gostei!

Anonymous said...

Aff! Cê sabe, né, eu não sou especialista em língua inglesa (será que é por isso que achei bonito?) O tema esquecimento muito me atrai, porque anda junto com a memória (que é meu carro chefe). E achei a forma de abordar o assunto um tanto parecida com os poetas em língua portuguesa que mais gosto. Sendo assim, eu te pergunto: o que será parâmetro pra dizer que poema é ruim? Agora eu fiquei aqui pensando. (tata)

leticia galizzi said...

Ruim. ruim mesmo de doer é fácil de ver. O resto é muito mais complicado. Depende muito das expectativas que vc traz como leitor. O crítico muita vezes quer, espera uma coisa específica, e qdo o poeta não dá aquilo que o crítico queria [muitas vezes porque o poeta nem nunca quis fazer nada no gênero], o crítico acha que aquele poema é ruim. Eu tento entender o que o escritor quis fazer e julgar o trabalho por aí e ser menos "caga regra". Mas dizer que isso tbm é fácil, não é.

leticia galizzi said...

Sem querer postei a resposta como minha esposa!