Skip to main content

María Félix


Doña Diabla: “El dinero no se detiene mucho tiempo en mano de los imbéciles”
Camelia: “Que caray! Que me importa la vida sin ti?” Vértigo: “No te acierques!” Doña Bárbara: “Asco de hombre!”

-->
Vejo María Félix brilhando na tela desses velhos filmes e penso no comentário de Blake de que Milton, com todo seu fervor puritano, era do partido do Diabo sem sabê-lo. María Félix virava de ponta cabeça essa figura maligna tradicional do melodrama, a mulher devoradora de homens e destruidora de lares. Ela as interpretava com tanta fúria indignada, com tanta raiva e desprezo pelo mundo inteiro à sua volta, que o público caía de joelhos e rezava um terço em honra a “la Doña”… Para mim, ao contrário das outras estrelas do cinema dos anos 40 e 50 na América Latina, ela não perdeu o carisma e o fascínio. Porque ela nunca queria a pena de ninguém. María Félix pegava sua pena, jogava no chão e cuspia em cima!


Comments

É Miguel Aceves Mejia cantando "Ay Amor"?

Minha mãe era fã.
Sim. E dizem que a voz feminima não é a dela. Não sei quem teria cantado e ela só dublou. Essa música é um barato!

Popular posts from this blog

Protestantes e evangélicos no Brasil

1.      O crescimento dos protestantes no Brasil é realmente impressionante, saindo de uma pequena minoria para quase um quarto da população em 30 anos: 1980: 6,6% 1991: 9% 2000: 15,4%, 26,2 milhões 2010: 22,2%, 42,3 milhões   Há mais evangélicos no Brasil do que nos Estados Unidos: são 22,37 milhões da população e mais ou menos a metade desses pertencem à mesma igreja.  Você sabe qual é? 2.      Costuma-se, por ignorância ou má vontade, a dar um destaque exagerado a Igreja Universal do Reino de Deus e ao seu líder, Edir Macedo. A IURD nunca representou mais que 15% dos evangélicos e menos de 10% dos protestantes como um todo. Além disso, a IURD diminuiu seu número de fiéis   nos últimos 10 anos de acordo com o censo do IBGE, ao contrário de outras denominações, que já eram bem maiores. 3.      Os jornalistas dos jornalões, acostumados com a rígida hierarquia inst...

Poema meu: Saudades da Aldeia desde New Haven

Todas as cartas de amor são Ridículas. Álvaro Campos O Tietê é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia, mas o Tietê não é mais sujo que o ribeirão que corre minha aldeia porque não corre minha aldeia. Poucos sabem para onde vai e donde vem o ribeirão da minha aldeia, 
 que pertence a menos gente 
 mas nem por isso é mais livre ou menos sujo. O ribeirão da minha aldeia 
 foi sepultado num túmulo de pedra para não ferir os olhos nem molhar os inventários da implacável boa gente da minha aldeia, mas, para aqueles que vêem em tudo o que lá não está, 
 a memória é o que há para além do riberão da minha aldeia e é a fortuna daqueles que a sabem encontrar. Não penso em mais nada na miséria desse inverno gelado estou agora de novo em pé sobre o ribeirão da minha aldeia.

Os godos e o engodo racial em Machado de Assis e Lima Barreto

Muita gente acha que questões raciais estão ausentes da literatura brasileira mais antiga porque não sabe ver. Trago aqui dois exemplos clássicos, de mais de cem anos, de discussão certeira sobre as falácias do embranquecimento e da valorização da cor branca no Brasil. Os dois exemplos se apoiam num mesmo termo racial, usado de modo sarcástico, em Machado de Assis e em Lima Barreto: "godo", que se refere às tribos bárbaras [ostrogodos e visigodos] que invadiram e tomado entre partes do império romano como a península ibérica e a Itália, vira um sinônimo irônico para branco nos dois textos. Machado de Assis com a ironia fina peculiar lista entre as "moléstias mentais" diagnosticadas por Simão Bacamarte em "O alienista"não apenas a mania do embranquecimento, mas também a hipócrita cegueira a respeito dessa mania: "Alguns cronistas crêem que Simão Bacamarte nem sempre procedia com lisura, e citam em abono da afirmação (que não sei se pode ser aceita...