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O óbvio, o truculento e a internet

Às vezes, talvez freqüentemente, é preciso dizer o óbvio:

“No es cierto que la violencia verbal sea anodina. Hace daño. Agrede. Y se usa precisamente para eso: para denigrar, ofender, sobajar, discriminar. Negro, puto, indio, vieja, pueden ser hasta términos cariñosos; pero suelen ser dagas para joder, para humillar. Todos lo hemos hecho y quizá todos, en algún momento, lo resentimos.”

Ainda assim, continuo achando uma bobagem a gente ter vergonha pelo que outras pessoas do nosso país fizeram num estádio de futebol. Um país é bem maior e mais variado que um bando de torcedores e o futebol ainda por cima tem uma longa tradição de ser um espaço onde as pessoas extravasam seu pior. Na internet ainda por cima muita gente têm uma tendência masoquista a repercutir [e assim divulgar] todo o tipo de barbaridade. Uma versão otimista diria que depois os torcedores retornam ao seu dia-a-dia purgados daquela raiva truculenta; uma versão pessimista diria que eles saem do estádio ainda mais torcidos depois de despejar tanta barbaridade. E desse assunto eu não sei de nada além do óbvio acima. 



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