Friday, July 04, 2014

Parte 3

O Abaeté

Talvez eu seja capaz de ligar mais concretamente esse meu “Seo Giovani” filho de “Seo Zizi” com o romance de Guimarães Rosa, através de um dos muitos rios do norte de Minas Gerais que são personagens do livro.

O rio Abaeté aparece mais de uma vez no Grande Sertão: Veredas. Primeiro por analogia; Riobaldo passa por um rio que não é mas lembra o Abaeté:

“O Abaeté não era; se bem fosse que parecia: largo rio Abaete, no escalavrado, beiras amarelas. Aquele rio fazia uma grande volta, acolá, clareado, com a vista de uns coqueiros.”

Mais tarde, no finalzinho do romance, Riobaldo, vitorioso e derrotado, passa pelo próprio rio Abaeté:


“Trote tocamos, viemos, beirando aquele rio. O senhor sabe – o rio Abaeté, que é entristecedor audaz de belo: largo tanto, de morro a morro.”

[continuo amanhã]

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